Torre de TV de arquitetura polêmica será inaugurada na China

quinta-feira, 27 de outubro de 2011 13:51 BRST
 

Por Ben Blanchard

PEQUIM (Reuters) - A torre de aço, concreto e vidro da televisão estatal chinesa deve finalmente ser inaugurada no ano novo, disse o arquiteto holandês Rem Koolhaas, cuja empresa é responsável pelo projeto.

Descrito pelo arquiteto chefe do projeto, Ole Scheeren, como "um laço dobrado no espaço", o arranha-céu é formado por duas torres que se inclinam uma em direção à outra e são unidas por uma abóbada que desafia a gravidade a 80 andares de altura.

Dominando o horizonte do distrito empresarial no centro de Pequim, o edifício foi um dos vários projetos que a cidade empreendeu para se reinventar para as Olimpíadas de 2008, ao lado do novo terminal de aeroporto, construído por Norman Foster ao custo de 3,6 bilhões de dólares, e do Grande Teatro Nacional, do arquiteto francês Paul Andreu. Mas as Olimpíadas passaram, e o prédio da televisão estatal não foi inaugurado.

Koolhaas disse à Reuters, em entrevista nos bastidores de um fórum cultural China-Europa, que o atraso foi provocado por um incêndio ocorrido em 2009 num hotel que estava sendo construído ao lado da torre de televisão.

"O incêndio atrasou muitas coisas, mas partes do edifício já estão abertas. Ele ainda não está oficialmente aberto, mas será inaugurado no início do ano", disse Koolhaas.

"Um dos complicadores era que o lugar estava sendo tratado como cena de um crime, então o prédio precisou ser mantido intacto por muito tempo", disse ele, aludindo ao incêndio no hotel, provocado por fogos de artifício e que levou à morte de um bombeiro. Vinte pessoas foram presas por terem provocado o incêndio.

A torre de televisão divide a opinião pública. Alguns moradores de Pequim a descrevem como "aquelas ceroulas gigantes". Koolhaas, no entanto, acredita que o prédio vai acabar ganhando a adesão popular.

"Precisamos esperar até ela ficar pronta. Agora estão tirando o muro de proteção, e é possível ver que há território público no edifício e que, portanto, ele é muito mais acessível e 'amigável' do que as pessoas pensam", disse o arquiteto.   Continuação...