28 de Outubro de 2011 / às 17:59 / em 6 anos

Trabalhos de Lichtenstein e Degas são destaques de leilões em NY

Por Chris Michaud

NOVA YORK (Reuters) - Com os mercados financeiros ainda abalados, as casas de leilões de Nova York se preparam para os leilões importantes do outono, cada um com várias obras previstas para render 30 milhões de dólares ou mais.

“Os mercados financeiros têm estado voláteis o ano inteiro, mas o mercado de arte continua com bom desempenho”, disse Marc Porter, presidente da Christie’s Americas. “Está incrivelmente forte.”

Tanto a Christie’s quanto a Sotheby’s estão oferecendo muitas obras avaliadas em mais de 10 milhões de dólares cada e tem outras previstas para ser arrematadas por 25 ou até 40 milhões de dólares.

A tela de Roy Lichtenstein “I Can See the Whole Room! ... and There’s Nobody in It!” está prevista para render até 45 milhões de dólares na Christie‘s, podendo até mesmo quebrar um recorde.

A escultura de bronze de Degas “Petite danseuse de quatorze ans”, moldada após a morte dele e que é uma de apenas dez que continuam em mãos de particulares, vai liderar o leilão de arte impressionista e moderna da Christie‘s, em 1o de novembro, e pode ser arrematada por até 35 milhões de dólares.

Uma escultura de bronze de Matisse, “Nu de dos (1er etat)”, está gerando interesse intenso na Sotheby‘s, onde 71 obras estão previstas para ser vendidas por mais de 185 milhões de dólares em conjunto. O leilão de arte contemporâneo da casa, uma semana depois, será ainda maior.

A escultura de Matisse é a primeira de uma série de quatro bronzes monumentais das costas de um ser humano. Seu valor de base estimado é de entre 20 e 30 milhões de dólares.

Uma rara tela abstrata de Clyfford Still, “1949-A-No. 1”, é avaliada em 35 milhões de dólares. É uma das quatro obras de Still que estão entre as atrações principais do leilão.

A Sotheby’s também tem um tríptico de autorretrato de Francis Bacon, avaliado em entre 15 e 20 milhões de dólares. Nos últimos anos, alguns trabalhos de Bacon foram arrematados por preços de mais de 50 milhões de dólares.

Animado pelos resultados recentes em Londres, onde os preços ficaram estáveis a despeito da turbulência econômica da Europa, os leiloeiros esperam que clientes ricos continuem a enxergar obras de arte como investimentos de valor.

Os marchands dizem que as vendas de arte também estão sendo movidas por um pool crescente de colecionadores, quer sejam da China e Hong Kong, Rússia, Oriente Médio ou América Latina.

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