Testemunha da defesa admite erro de médico de Michael Jackson

segunda-feira, 31 de outubro de 2011 19:10 BRST
 

Por Alex Dobuzinskis

LOS ANGELES (Reuters) - Uma testemunha de defesa admitiu na segunda-feira que o médico Conrad Murray cometeu erros sérios ao administrar propofol ao cantor Michael Jackson, possivelmente causando a morte do cantor em 2009.

Num agressivo interrogatório, o médico Paul White reconheceu também que nunca havia ouvido falar do uso do anestésico propofol em um ambiente doméstico, com ocorreu no caso de Jackson, que usava a droga como sonífero.

White deve ser a última testemunha de defesa no processo em que Murray, acusado de homicídio culposo, pode ser condenado a até quatro anos de prisão.

Na semana passada, o médico, que é especialista no propofol, especulou que Jackson teria se injetado a dose letal sem o conhecimento de Murray.

Mas, no depoimento de segunda-feira, o especialista afirmou que o réu se desviou dos procedimentos habituais ao administrar o propofol a Jackson durante dois meses na casa dele. Murray admitiu ter injetado 25 miligramas da dose no seu paciente.

White disse que, ao usar o propofol em ambiente hospitalar, ele sempre tem um monitor cardíaco e um medidor de pressão à mão. Depoimentos anteriores sugerem que Murray não tinha esses equipamentos na casa de Jackson, em Los Angeles.

No interrogatório, o promotor David Walgren perguntou a White se Murray, ao administrar propofol a Jackson, não teria violado o juramento médico de "não fazer o mal" aos pacientes.

"Acho que ele estava prestando ao sr. Jackson um serviço que ele (Jackson) solicitou, e pelo qual na verdade ele insistiu", afirmou White.   Continuação...