Exibição de obras de Da Vinci provoca frenesi em Londres

terça-feira, 8 de novembro de 2011 14:31 BRST
 

Por Mike Collett-White

LONDRES (Reuters) - George Clooney ficou para trás e Lady Gaga é coisa do passado. A nova celebridade da cidade é o artista renascentista Leonardo da Vinci, objeto de uma grande exposição na National Gallery, em Londres, que provocou o mesmo frenesi de um filme campeão de bilheteria de Hollywood.

Críticos vêm revezando superlativos para descrever a mostra "Leonardo Da Vinci: Pintor na Corte de Milão", que reúne nove dos apenas 15 ou 16 quadros conhecidos do mestre.

Não estão na exposição os mais famosos de todos - a "Mona Lisa", que fica no Louvre, em Paris, e o mural "A Última Ceia", exibido em Milão, que não podem ser movidos para outras localizações.

Mas a National Gallery ainda está confiante em que a coleção, que inclui empréstimos de todo o mundo, representa "a mais completa exibição de raras pinturas sobreviventes de Leonardo já realizada".

O curador Luke Syson, que trabalhou por cinco anos na mostra, ficou quase às lágrimas ao descrevê-la na primeira de duas prévias à imprensa nesta terça-feira, realizadas para lidar com a grande demanda da mídia.

"As pessoas têm falado sobre isso como uma oportunidade sem precedentes", disse ele.

"É uma oportunidade sem precedentes. Isso provavelmente não vai acontecer assim de novo e por isso é muito comovente, pensar que realmente podemos ser capazes de entender Leonardo melhor coletivamente."

Ele disse que a exibição, que vai de 9 de novembro a 5 de fevereiro de 2012 e deve ser um sucesso de público, tem como objetivo se concentrar em Da Vinci o pintor, e não o cientista, inventor, engenheiro, matemático ou sábio.   Continuação...

 
Pintura de Leonardo da Vinci, "Portrait of Cecilia Gallerani", em exibição na Galeria Nacional de Londres. 07/11/2011 REUTERS/Dylan Martinez