Médico de Michael Jackson diz que cantor era "viciado"

quarta-feira, 9 de novembro de 2011 17:59 BRST
 

LOS ANGELES (Reuters) - O médico condenado por homicídio culposo na morte de Michael Jackson chamou o astro de "Thriller" de "viciado" em medicamentos, em uma entrevista que será transmitida na TV dos EUA num programa matinal nesta semana.

O médico Conrad Murray, que está detido numa cadeia de Los Angeles aguardando sua sentença, falou com a jornalista da NBC News Savannah Guthrie antes do anúncio do veredicto de seu julgamento, na segunda-feira. A entrevista irá ao ar em duas partes, na quinta e sexta-feira, no programa "Today", da NBC.

O médico pessoal de Jackson decidiu não testemunhar durante o julgamento de seis semanas sobre a morte do cantor, ocorrida em junho de 2009 em consequência de uma overdose do anestésico propofol e de sedativos.

Murray admitiu à polícia que deu essas drogas a Jackson como forma de ajudá-lo a dormir, mas seus advogados argumentaram que foi o próprio cantor que se injetou uma dose fatal de propofol.

Durante a entrevista à NBC, Guthrie perguntou ao médico se ele estava certo de deixar Jackson sozinho em seu quarto sabendo que ele poderia autoinjetar a droga. Murray disse que não poderia ter previsto essa possibilidade.

"Se eu soubesse o que sei hoje, em retrospecto, que o senhor Jackson era viciado, se ele tivesse compartilhado essa informação comigo...viciados podem se comportar de uma forma irracional e você deve consider isso", disse Murray na entrevista.

Os advogados de Murray argumentaram durante o julgamento que Jackson era viciado no analgésico Demerol, que ele recebeu de outro médico nas semanas antes de sua morte, mas eles quase não mencionaram qualquer vício possível de propofol.

A família de Jackson negou que Jackson era viciado em Demerol, e uma autópsia não revelou qualquer quantidade do analgésico no corpo do cantor.

Na entrevista, Murray também sugeriu que pode ser aceitável se administrar propofol em casa, apesar dos depoimentos de médicos em seu julgamento dizendo que jamais fariam isso. "Eu acho que o propofol não é recomendado para ser dado no ambiente doméstico, mas não é contra-indicado", disse Murray a Guthrie.   Continuação...