16 de Novembro de 2011 / às 15:44 / em 6 anos

Exploradores belgas terão de refazer rota na Antártida

Exploradores belgas Dansercoer e Deltour, após apresentação sobre sua expedição polar, em Bruxelas, em outubro. Os exploradores na Antártida, que tentam estabelecer um recorde mundial para a mais longa expedição polar sem apoio externo ou ajuda motorizada, vão tentar traçar uma nova rota após fortes tempestades tornarem o curso original intransitável. 18/10/2011 REUTERS/Francois Lenoir

Por Robert-Jan Bartunek

BRUXELAS (Reuters) - Dois exploradores belgas na Antártida, que tentam estabelecer um recorde mundial para a mais longa expedição polar sem apoio externo ou ajuda motorizada, vão tentar traçar uma nova rota após fortes tempestades tornarem o curso original intransitável.

Os aventureiros Dixie Dansercoer e Sam Deltour tinham como objetivo tirar proveito dos padrões de vento do continente para cobrir um recorde de 6.000 quilômetros em 100 dias, usando pipas para ajudar a navegar com trenós através do gelo e da neve.

Após 10 dias de expedição na Terra da Rainha Maud, a dupla encontrou “sastrugi” (formação de neve e gelo feita por ventos fortes) intransitável, além de ventos contrários avassaladores, o que tornou impossível continuar no percurso escolhido.

“Passamos dez dias em um labirinto de sastrugi, como resultado de três tempestades de inverno sem precedentes. Nós só conseguimos avançar 4 quilômetros por dia”, disse Dansercoer à Reuters por telefone via satélite da Antártida.

“A Terra da Rainha Maud tornou-se uma área intransponível para os viajantes polares como nós.”

A fim de quebrar o recorde de cinco anos atrás estabelecido pelo norueguês Rune Gjeldnes, a dupla teria que percorrer uma média de 60 quilômetros por dia.

Um avião russo terá como objetivo resgatar a dupla na quarta-feira para levá-los de volta à estação de pesquisa NOVO, de onde eles vão planejar uma nova rota.

“Estamos esperando ouvir os pilotos, mas o tempo está muito ruim, então estamos esperando impacientemente”, afirmou Dansercoer.

“Ao longo dos últimos dez dias as temperaturas estiveram entre -30 e -40 graus Celsius, e nós enfrentamos ventos constantes. Isso é pedir problema e nós vimos os primeiros sintomas de congelamento em torno de nossos narizes e bochechas. Temos que ter muito cuidado.”

Reportagem de Robert-Jan Bartunek

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