Alexander Payne volta ao cinema, após 7 anos, com "Descendentes"

sexta-feira, 18 de novembro de 2011 17:42 BRST
 

Por Iain Blair

LOS ANGELES (Reuters) - Nos últimos 15 anos, o diretor e roteirista Alexander Payne criou um conjunto pequeno, mas potente de trabalho que mostra seu talento para equilibrar comédia e drama, incluindo "Sideways - Entre Umas e Outras", que ganhou um Oscar de melhor roteiro, e "As Confissões de Schmidt".

Seu novo filme, "Os Descendentes", que antes mesmo da estreia nos cinemas esta semana já era considerado possível candidato ao Oscar, mostra um outro olhar para a vida e os relacionamentos, que equilibra alguns momentos familiares bastante obscuros com uma leveza que vem simplesmente da fragilidade humana.

George Clooney estrela como um barão de terras havaiano cuja vida perfeita desmorona quando sua mulher entra em coma após um acidente de barco. Quando ele tenta se reconectar com as duas filhas, descobre que sua esposa estava tendo um caso. Com as filhas a tiracolo, ele sai para enfrentar o rival.

Payne falou à Reuters sobre o filme e sobre o trabalho com Clooney, que foi indicado ao Oscar por coescrever e dirigir "Boa Noite e Boa Sorte".

P: Seu último filme foi "Sideways - Entre Umas e Outras", há sete anos. Por que demorou tanto?

R: "Eu estive muito ocupado escrevendo três roteiros, um era um filme de ficção científica sobre pessoas que encolhem, que eu espero fazer no futuro, e fazendo um curta em Paris. E eu também me divorciei, passei por uma cirurgia. Esses sete anos se passaram rapidamente."

P: Qual foi o apelo de "Os Descendentes"?

R: "Eu gostei da história. É uma história muito humana e eu nunca tinha visto isso antes, em especial se passando no Havaí em meio a esse tipo de aristocracia decadente. Eu sou de Nebraska e não conhecia o Havaí ou a estrutura social complexa de lá. É um lugar muito estranho e esquisito."   Continuação...

 
O diretor Alexander Payne concede entrevista coletiva sobre o filme Os Descendentes no Festival Internacional de Filmes de Toronto, no Canadá, em setembro. 10/09/2011 REUTERS/Mike Cassese