24 de Novembro de 2011 / às 14:28 / 6 anos atrás

Sienna Miller depõe em audiência sobre perseguição por tabloides

Sienna Miller chega ao Tribunal Superior em Londres. A atriz afirmou nesta quinta-feira que foi colocada sob "uma teia de vigilância" por um tabloide que ouviu suas mensagens e leu seus e-mails, fazendo com que ela acusasse parentes e amigos de vazarem histórias para a imprensa. 24/11/2011 REUTERS/Stefan Wermuth

LONDRES (Reuters) - A atriz Sienna Miller afirmou nesta quinta-feira que foi colocada sob “uma teia de vigilância” por um tabloide que ouviu suas mensagens e leu seus e-mails, fazendo com que ela acusasse parentes e amigos de vazarem histórias para a imprensa.

A estrela de filmes como “Layer Cake” e “Alfie” disse em audiência do inquérito Leveson sobre práticas e ética da mídia que se sentiu violada pela cobertura constante de detalhes íntimos de sua vida privada na imprensa.

“(Houve) esta desconfiança entre todos nós. Ninguém conseguia entender como essa informação estava surgindo ... Era impossível levar qualquer tipo de vida normal”, comentou Miller.

A vida privada de Miller e particularmente suas relações amorosas há tempos têm alimentado os tabloides.

A atriz de 29 anos ganhou 35 mil libras do Sun e do agora extinto News of the World em novembro de 2008 por conta das alegações de que eles invadiram sua privacidade.

“Eu queria entender a extensão das informações que eles tinham sobre mim”, afirmou ela sobre o caso. “Eu queria saber quem sabia, quem teve acesso aos meus números de telefone, quem estava me ouvindo... Eu queria chegar ao fundo disso.”

O inquérito Leveson, criado em julho com duração prevista de um ano, deu às celebridades e a outros que apareceram nas primeiras páginas dos jornais a chance de jogar uma luz sobre como as histórias foram obtidas e o impacto que elas tiveram nas suas vidas.

Miller disse que os paparazzi cometeram abusos ao procurar uma boa foto de reação. Ela descreveu em detalhes como ficou aterrorizada com a atenção, como fotógrafos dirigiam perigosamente para obter uma imagem, fazendo-a sentir que estaria mais segura se ficasse em casa.

“Muitas vezes eu me via -- aos 21 anos -- à meia-noite correndo por uma rua escura sozinha com dez homens grandes me perseguindo”, contou a atriz. “E o fato de que eles tinham câmeras em suas mãos significava que isso era legal, mas se você tirasse as câmeras, o que você teria?. Você teria um bando de homens perseguindo uma mulher. E obviamente isso é uma situação muito intimidante.”

Miller disse que acabou vendo anotações feitas sobre ela por um investigador privado, incluindo números de telefone, a senha para seus e-mails e os telefones de dez de suas melhores amigas.

“Havia essa teia de vigilância que obviamente tornava muito fácil entender como eles estavam obtendo toda a informação”, disse ela na audiência em Londres. “Todo mundo próximo a mim estava sendo monitorado eletronicamente.”

“Eu me senti violada, e constantemente paranóica e ansiosa.”

“É escandaloso, é incompreensível sentir que eles podem justificar fazer isso. As ramificações na vida das pessoas raramente são consideradas pelas pessoas que fazem isso.”

Reportagem de Alessandra Prentice

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