Filmes sobre Primavera Árabe revivem dias de revolta no Egito

terça-feira, 13 de dezembro de 2011 13:19 BRST
 

Por Andrew Hammond

DUBAI (Reuters) A primeira produção cinematográfica cobrindo os protestos no Egito e na Tunísia este ano recria a euforia das revoluções que muitos achavam que nunca aconteceriam, mas revela sinais de conflito futuros entre grupos islâmicos.

O ultimo estágio da revolta que derrubou Zine al-Abidine Ben Ali na Tunísia e as três semanas de protestos que levaram à queda de Hosni Mubarak no Egito aconteceram diante dos olhos do mundo, com a mídia e outros documentaristas em cena observando os eventos dia a dia ao contrário das revoltas como a do Irã em 1979 e a do Sudão em 1985.

Em "Tahrir Liberation Square", o documentarista italiano Stefano Savona usa um trabalho de câmera deslumbrante no meio da multidão que passou três semanas acampada no centro do Cairo, em janeiro e fevereiro, em sequências oníricas que capturam os gritos hipnóticos e ritmos dos protestos egípcios.

Percussionistas e cantores que criaram um arranjo inovador de rimas festejam durante toda a noite em um registro de eventos que enfatiza a esperança dos manifestantes, cujos ânimos nunca enfraquecem e que têm meios intermináveis para se distraírem.

Os jovens também têm discussões animadas sobre o futuro, que deu a vantagem a grupos islâmicos liderados pela Irmandade Muçulmana nas primeiras eleições livres do Egito.

"Não sei o que pensar deles (a Irmandade Muçulmana) porque tudo o que ouvimos sobre eles veio do Estado", disse uma jovem chamada Noha. "Se o futuro Estado for religioso ou não, isso não importa, o importante é que nós nos livramos do regime.

"Depois que a notícia sobre a renúncia de Mubarak é dada, a câmera focaliza outro jovem egípcio, Ahmed, que diz em inglês: 'Agora nós teremos um estado civil (secular), não teremos um estado religioso'".

REGISTRO DE VIOLÊNCIA EM PRIMEIRA MÃO   Continuação...