16 de Dezembro de 2011 / às 15:32 / 6 anos atrás

Kate Winslet encontra prazer em "Carnage"

Kate Winslet na estreia da série "Mildred Pierce", do diretor Todd Haynes, no Festival de Veneza, em setembro. A atriz estrela em "Carnage", de Roman Polanski, uma comédia de costumes que critica pais oprimidos. 02/09/2011Alessandro Bianchi

Por Chris Michaud

NOVA YORK (Reuters) - Quando Roman convida, Kate aceita. As férias podem esperar. Roman é Polanski, e Kate é Winslet, cujo novo filme, "Carnage", uma comédia de costumes que critica pais oprimidos, rendeu à atriz uma indicação para o Globo de Ouro por sua atuação.

"Eu tinha planejado não trabalhar", disse Kate à Reuters em uma entrevista por telefone. "Mas isso acabou sendo jogado pela janela no segundo em que escutei o nome de Roman Polanski."

"Não se acha de si mesmo que se é digno de Roman Polanski", disse sobre o diretor dos clássicos "Chinatown" e "O Bebê de Rosemary". "Então você teria que ser muito estúpido para não mudar seus planos".

"Carnage", que traz no elenco Jodie Foster, John C. Reilly e Christoph Waltz, é baseado na sátira da Broadway de Yasmina Reza sobre dois casais que se encontram certa tarde para discutir a rixa entre seus filhos no playground.

"O que é brilhante é que Yasmina consegue tornar essa história engraçada, porque se não fosse engraçada, não seria um filme muito agradável de ver", disse Kate.

"Elas nos fazem rir com eles e, o que é mais importante, deles", disse dos quatro personagens - uma escritora liberal (Jody Foster), seu marido vendedor (Reilly), um advogado sombrio (Waltz) e uma corretora de investimento (Kate) - que estão praticamente em todas as cenas.

Kate, que ganhou um Oscar por seu trabalho em "O Leitor" depois de ser indicada ao prêmio seis vezes, riu ao se lembrar "do modo ridículo como os personagens se portam, comendo bolo de frutas e bebendo uísque - no meio do dia! É tão absurdo".

IMPERTURBÁVEL PELO DIRETOR EXIGENTE

Mas embora Kate diga que as oito semanas de filmagens em Paris tenham "sido um período realmente divertido para nós quatro", não foram só alegria e risadas.

Polanski, afinal, tem uma reputação de ser um dos diretores mais autocráticos e meticulosos do mundo do cinema.

Isso não perturbou Kate, que ganhou fama graças à força de sua interpretação em filmes pequenos e independentes como "Almas Gêmeas" e "Razão e Sensibilidade" antes de participar de blockbusters como "Titanic".

A atriz, afinal, é uma mulher que recentemente enfrentou um incêndio em uma vila na ilha particular de Richard Branson no Caribe para resgatar sua mãe idosa e que processou os tabloides britânicos em 2009 por difamação - e ganhou.

"Eu nunca encontrei um homem com tanta energia", disse sobre Polanski. "Ele tem um carisma tão incrível... e a energia mais descarada e perversa".

Sobre seu estilo de trabalho, ela descreveu Polanski como "incrivelmente direto. Ele é realmente brusco, realmente franco, o que eu adoro".

"Ele pode ser cruel", continuou. "Mas ao mesmo tempo eu me surpreendi com o modo como ele pode ser colaborador, dizendo ao elenco para tentar do seu próprio modo", antes de acrescentar, após uma pausa: "Da minha maneira é melhor, mas tente da sua".

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