Grã-Bretanha busca formas de criar "era de ouro" para seu cinema

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012 15:54 BRST
 

LONDRES, 16 Jan (Reuters) - O governo britânico pediu que suas emissoras nacionais e o público apoiem a indústria do cinema do país a fim de promover uma marca cultural que faça frente ao cinema francês e ao de Hollywood, e mantenha o sucesso atual nas bilheterias.

O cinema britânico desfrutou de uma série de sucessos nos últimos anos, incluindo os ganhadores do Oscar "Quem Quer Ser um Milionário?" e "O Discurso do Rei", e um painel apontado pelo governo definiu nesta segunda-feira como pretende manter esse momento em meio a um cenário econômico difícil.

A revisão pede que as emissoras britânicas ajudem a financiar e a exibir filmes britânicos e deem apoio financeiro a uma ampla variedade de filmes, indo dos pequenos filmes de arte a blockbusters, e pelo reinvestimento dos lucros na indústria para gerar novos sucessos.

O primeiro-ministro britânico, David Cameron, gerou uma polêmica na semana passada ao sugerir que a indústria do cinema britânico deveria focar no sucesso de bilheteria em vez da aclamação dos críticos.

Estima-se que a indústria do cinema movimente 4,2 bilhões de libras (6,42 bilhões de dólares) na economia britânica todos os anos, mas boa parte disso vem de blockbusters como os filmes da franquia Harry Potter, que em geral são financiados pelos estúdios de Hollywood.

Os filmes independentes britânicos contabilizaram uma parcela de apenas 5,5 por cento entre 2001 e 2010.

Os produtores argumentam, no entanto, que não podem prever o sucesso de um filme antes que ele chegue aos cinemas e que não querem apenas recriar filmes ao estilo de Hollywood em busca de sucesso financeiro.

O painel indicado pelo governo pareceu concordar nesta segunda-feira, dizendo que tentaria apoiar o máximo de filmes possível.

"O cinema britânico passa por algo como um período dourado", disse o relatório. "A busca por filmes realmente bons, bem-sucedidos, de autoria britânica e feitos na Grã-Bretanha tem conquistado não apenas o público britânico, mas muitos outros ao redor do mundo."

(Por Kate Holton)