ESTREIA-Animação "A Bela e a Fera" é relançada em versão 3D

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012 11:17 BRST
 

SÃO PAULO, 2 Fev (Reuters) - Voltando novamente ao cartaz, agora na versão 3D, "A Bela e a Fera" tem a missão de reapresentar a história para novas gerações. Não uma história qualquer, é bom que se diga. O desenho animado original, produzido em 1991, afinal, foi a primeira animação a ser indicada ao Oscar de melhor filme - façanha repetida, longos 18 anos depois, por "Up - Altas Aventuras". Mas nenhum dos dois levou essa estatueta.

Indicado originalmente a seis Oscars, vencendo dois deles - melhor trilha sonora e canção, "A Bela e a Fera" tornou mais famosa do que nunca uma fábula que teve origem na mitologia grega, foi se transformando ao longo do tempo e chegou ao cinema na inesquecível versão de Jean Cocteau, com os atores Jean Marais e Josette Day, em 1946.

Como a animação foi produzida digitalmente, sendo a segunda produção da Disney a merecer essa distinção, o 3D valoriza algumas das sequências mais espetaculares, como a famosa cena do baile em que Bela e a Fera, o príncipe deformado por um feitiço, dançam em seu castelo, simulando-se movimentos de câmera. Também ganha maior graça a trupe de objetos animados do castelo da Fera, tendo à frente o candelabro de sotaque francês, o relógio de pêndulo de bigode e a dupla formada pelo bule de chá e seu filhinho-xícara, todos falantes.

Igualmente climática, a sequência final, em que o caçador Gastão, esnobado por Bela, incita os aldeões a invadirem o castelo e matar a Fera, fica um pouco mais emocionante em 3D.

Mas o que a história tem de mais interessante mesmo é o roteiro de Linda Woolverton - que não foi indicado ao Oscar - e as sequências musicais, que não apenas enfeitam, mas contam realmente os fatos, através das canções de Alan Mencken e Howard Ashman.

Pena que este relançamento seja apenas da versão dublada, impedindo novos públicos de conhecerem as vozes originais, que incluíram atores como Paige O'Hara, Robby Benson, Jerry Orbach e Angela Lansbury.

(Por Neusa Barbosa, do Cineweb)

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