Ellen DeGeneres quebra silêncio sobre crítica de grupo antigay

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 10:42 BRST
 

LOS ANGELES, 8 Fev (Reuters) - A apresentadora de TV Ellen DeGeneres disse que estava "orgulhosa e contente" que a loja de varejo norte-americana J.C. Penney ficou do lado dela perante uma campanha antigay de um grupo conservador, e disse que não existe qualquer tipo de "comboio pró-gay" que ela faça parte.

Quebrando o silêncio sobre a polêmica, DeGeneres, uma das celebridades gays mais conhecidas dos EUA, também fez piada com o grupo Um Milhão de Mamães, que pediu à J.C. Penney para substituir DeGeneres de seus anúncios porque ela é lésbica. O grupo disse que iria boicotar a loja.

"Para vocês que estão ligando o programa pela primeira vez, é verdade. Eu sou gay. Espero que vocês estivessem sentadas", disse a apresentadora para a plateia do "The Ellen DeGeneres Show".

"Elas (Um Milhão de Mamães) queriam que eu fosse demitida e eu estou feliz e contente em dizer que a J.C. Penney manteve sua decisão de me ter como sua porta-voz", afirmou.

O grupo, uma divisão da entidade social conservadora Associação da Família Americana, alegou que a J.C Penney estava tentando ganhar um novo público-alvo no mercado ao "entrar no comboio pró-gay", após contratar DeGeneres para repaginar as suas roupas e sua marca.

"Ser gay ou a favor dos gays não é 'comboio'. Você não ganha 'caronas' para lugar algum. Não há música. De vez em quando cantamos 'We Are Family', mas para por aí", brincou.

DeGeneres disse que prefere evitar tocar nestes assuntos em seu programa e que "normalmente eu tentaria não prestar atenção aos que me odeiam, mas desta vez eu gostaria de falar a respeito porque os que me odeiam são os meus motivadores".

Ela fez os seus comentários durante uma gravação na terça-feira para o programa que será exibido na quarta-feira.

(Por Jill Serjeant)

 
A jurada Ellen DeGeneres chega para a final da nona edição do programa musical "American Idol", em maio de 2010, em Los Angeles. A  apresentadora de TVdisse que estava "orgulhosa e contente" que a loja de varejo norte-americana J.C. Penney ficou do lado dela perante uma campanha antigay de um grupo conservador. Foto de arquivo  26/05/2010 REUTERS/Mario Anzuoni