Morre Anthony Shadid, correspondente do NYT no Oriente Médio

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012 10:53 BRST
 

WASHINGTON, 17 Fev (Reuters) - O jornalista Anthony Shadid, correspondente do The New York Times no Oriente Médio, morreu na quinta-feira aos 43 anos após um aparente ataque de asma enquanto realizava uma reportagem na Síria, afirmou o jornal. Shadid venceu dois prêmios Pulitzer por sua cobertura da Guerra do Iraque e seus desdobramentos.

O NYT disse que Shadid estava na Síria havia uma semana coletando informações do grupo Exército de Libertação Sírio e outros envolvidos na resistência ao presidente Bashar al-Assad, cujo governo vem reprimindo há 11 meses protestos de seus opositores. As autoridades sírias não estavam a par de seu trabalho no país, afirmou o jornal.

O fotógrafo do NYT Tyler Hicks disse que Shadid, que carregava medicação para asma, começou a sentir os sintomas na manhã de quinta-feira e depois teve um ataque fatal. Hicks levou o corpo para o país vizinho, a Turquia.

A cobertura de Shadid no Iraque lhe rendeu o prêmio internacional Pulitzer em 2004 e 2010, quando ele trabalhava para o Washington Post. O NYT disse que o indicou para a cobertura dos levantes da Primavera Árabe, no Oriente Médio, no ano passado.

Shadid, Hicks e outros dois jornalistas do NYT foram detidos por mais de uma semana por milícias pró-governo na Líbia, no ano passado, durante a rebelião contra o líder líbio Muammar Gaddafi.

Ele também cobriu os levantes no Cairo que derrubaram o presidente Hosni Mubarak. Em 2002, quando trabalhava para o Boston Globe, Shadid levou um tiro no ombro em Ramallah, na Cisjordânia.

Descendente de libaneses, Shadid era fluente em árabe. Ele deixa mulher e dois filhos.

(Por Peter Cooney)

 
O duas vezes vencedor do prêmio Pulitzer Anthony Shadid posa na embaixada turca em Trípoli, em uma foto divulgada em março de 2011. O correspondente do The New York Times no Oriente Médio morreu aos 43 anos após um aparente ataque de asma enquanto realizava uma reportagem na Síria. 21/03/2011 REUTERS/Ministério de Relações Exteriores da Turquia/Divulgação