Mulheres tatuadas superam os homens, diz pesquisa nos EUA

segunda-feira, 5 de março de 2012 21:05 BRT
 

LOS ANGELES, 5 Mar (Reuters) - Você acha que tatuagem é coisa para homens rudes e para poucas mulheres? Pense melhor. O suposto sexo frágil está pintando a pele com mais frequência hoje em dia, segundo uma nova pesquisa a ser divulgada na terça-feira.

A rede de TV responsável pelo novo programa "Best Ink" e a Lightspeed Research perguntaram a um pouco mais de mil pessoas nos EUA sobre a sua percepção a respeito da tatuagem, e descobriu que 59 por cento das mulheres têm tatuagens, contra 41 por cento dos homens.

A diferença está no tamanho e nas formas, e no fato de que, para as mulheres, a tatuagem é muitas vezes uma experiência partilhada. O número de celebridades tatuadas no cinema e na TV mostra uma crescente aceitação cultural à prática, levando mais gente a fazê-las e a exibi-las abertamente.

"Ficou mais aceitável para as pessoas (...) pisarem no mundo da tatuagem", disse o tatuador Joe Capobianco, 20 anos de experiência, que comanda o júri de "Best Ink", do canal Oxygen.

Conselho de Capobianco: "Se você for fazer, faça, mas seja inteligente a respeito, tome uma decisão bem informada".

A pesquisa da Lightspeed mostrou que 89 por cento dos tatuados dizem não se importar com a eventual reprovação de terceiros, e 46 por cento disseram que mostrariam com orgulho sua tatuagem para o chefe.

A pesquisa mostrou que 40 por cento das mulheres foram com uma amiga ou o namorado ao tatuador, e que levaram a experiência "um pouco mais a sério" do que os homens tatuados.

"As mulheres têm uma tendência a fazer uma tatuagenzinha-souvenir, enquanto os homens tendem a exagerar um pouco e se encherem de peças grandes", disse Capobianco.

O tatuador diz notar também uma tendência em prol das tatuagens norte-americanas "tradicionais", como a "Mamãe", com cores vivas e formas diretas, numa homenagem ao proletariado do começo do século 20.

(Reportagem de Piya Sinha-Roy)