15 de Março de 2012 / às 15:08 / em 6 anos

Próximos astros da literatura talvez sejam descobertos online

Por Tarmo Virki

HELSINQUE, 15 Mar (Reuters) - Para os romancistas, o tempo em que costumavam enviar manuscritos a dezenas de editoras e aguardavam ansiosamente por respostas podem em breve se tornar coisa do passado.

Milhares de escritores que utilizam redes online de literatura como a Movella, que atrai grande público adolescente, e a Book Country, da editora Penguin, já vêm recebendo reações instantâneas, e podem alterar textos de imediato e oferecê-los ao público para leitura, não importa o que as editoras possam pensar.

A Internet derrubou os muros de um setor antes fechado, porque agora qualquer pessoa pode publicar textos com apenas alguns cliques -uma mudança que também cria demanda por novos talentos.

“As editoras não querem que aconteça com elas a mesma coisa que aconteceu com a indústria da música”, disse Per Larsen, o presidente-executivo da companhia iniciante dinamarquesa Movellas. “Sabem que o modelo de negócios do mercado editorial foi destruído”.

A indústria de gravação musical passou por numa explosão de pirataria online que tirou montantes enormes de seus bolsos, dado o download ilegal generalizado de canções que antes só estariam disponíveis em CDs, fitas e discos.

Ao mesmo tempo, a indústria musical está vendo bandas que gravam sua própria música e a oferecem diretamente via Internet, contornando a intermediação das grandes gravadoras.

O objetivo do Movellas é se destacar entre os rivais em função de sua abordagem mundial e do foco em adolescentes, que estão ingressando no mundo da escrita criativa por meio de sua rede.

“Queremos ser a comunidade líder mundial na identificação de novos talentos”, disse Larsen.

Já existem dezenas de milhares de texto publicados no site a cada mês, por jovens escritores como a britânica Ebonie Maher, 19, que posta principalmente poemas no Movellas.

“Eu adoraria me tornar escritora”, diz, acrescentando que as críticas construtivas que recebe ajudam em seu desenvolvimento.

A crítica também é parte crucial do Book Country, o serviço online criado pela editora Penguin no ano passado a fim de identificar novos talentos online.

“Isso nos permite lançar a rede de forma mais ampla”, diz Molly Barton, diretora digital mundial da Penguin.

Em janeiro, a Berkley, uma das divisões do grupo Penguin, assinou contrato para dois livros com Kerry Schafer, especialista norte-americana em saúde mental, depois que um editor leu textos dela no site.

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below