Novo álbum de Madonna divide a crítica

segunda-feira, 26 de março de 2012 17:07 BRT
 

Por Piya Sinha-Roy

LOS ANGELES, 26 Mar (Reuters) - Aos 53 anos, Madonna continua ligada à dance music - e à polêmica - no seu novo álbum, "MDNA", com faixas aceleradas para tocar nas pistas de dança.

O nome do álbum causou controvérsia por parecer uma alusão a MDMA, o princípio ativo do ecstasy. O clipe de "Girl Gone Wild", segundo single de "MDNA", foi proibido para menores de 18 anos no YouTube.

Nas imagens em preto e branco do clipe, a cantora aparece se contorcendo e se esfregando com homens em trajes sumários, num estilo semelhante ao da época de "Erótica", quando o clipe de "Justify My Love" foi banido da MTV, em 1990.

Madonna diz que o título do seu 12o álbum de estúdio tem três significados - uma abreviação do seu nome, uma sigla de "Madonna DNA" e uma referência ao ecstasy e à euforia que a droga causa em seus usuários.

Mas alguns críticos não ficaram exatamente eufóricos com o que ouviram, apesar de Madonna ter reunido uma grande seleção de produtos de dance music, incluindo o DJ Benny Benassi, a dupla LMFAO e seu premiado produtor William Orbit.

Randall Roberts, do Los Angeles Times, deu duas estrelas ao álbum (de um máximo de quatro), dizendo que ele não "oferece muita inovação", e que a cantora "ficou para trás (...), não está mais ditando as conversas em um gênero que ela basicamente inventou".

Ouvem-se linhas de baixo bastante marcadas e muitos sons de sintetizadores eletrônicos, num andamento acelerado, em faixas como "Gang Bang" e "Girl Gone Wild", na qual a matriarca do pop moderno canta versos como: "Sei que as meninas boas não se comportam mal, comportam mal, mas sou uma menina má de qualquer maneira".

"Falling Free" é uma das poucas faixas que fogem do estilo dançante. Keith Caulfield, da Billboard, a descreveu como "uma linda balada". "Masterpiece", que está na trilha de "W.E", filme recentemente dirigido por Madonna, também se destaca por sua delicada melodia ao violão.   Continuação...