Arquivos e cartas de Mandela são disponibilizados online

terça-feira, 27 de março de 2012 16:26 BRT
 

Por Jon Herskovitz

JOHANESBURGO, 27 Mar (Reuters) - Milhares de cartas, fotografias e documentos relativos ao ex-presidente da África do Sul Nelson Mandela foram colocados online nesta terça-feira, em um projeto que visa a aumentar o acesso aos arquivos que detalham sua longa caminhada para a liberdade.

Entre os itens, incluindo cartas que Mandela escreveu para sua família que foram contrabandeadas para fora da prisão, o seu cartão de membro da Igreja Metodista de cerca de 80 anos atrás e diários escritos à mão foram digitalizados e dispostos em um site (archive.nelsonmandela.org) projetado para parecer uma exibição de museu.

"Uma coisa que isso faz imediatamente é tornar um legado muito procurado disponível para o mundo", disse Achmat Dangor, executivo-chefe da Fundação Nelson Mandela.

O projeto, com um custo inicial de 3 milhões de dólares, foi elaborado pelo Centro de Memória Nelson Mandela e pelo Instituto Cultural Google.

É o primeiro projeto deste tipo do Google, que assegurou que o material está aberto a todos e os detentores de direitos autorais originais mantêm seus direitos. O Google está planejando usar esse projeto como um trampolim para trazer mais conteúdo online de outras figuras históricas do século 20.

O Google tem sido criticado por tentar usar o seu poder tecnológico para bloquear material de concorrentes.

"Você pode interagir com o conteúdo. Você pode pesquisar o conteúdo. Embora tenhamos imitado a experiência do museu, estamos agora em um lugar onde pensamos ter aumentado a experiência", disse Mark Yoshitake, que lidera o gerenciamento de projetos para o Instituto Cultural Google.

Seções como "Anos Presidenciais" incluem fotos com links para vídeos, textos, notas pessoais e depoimentos disponibilizados para uso em computadores pessoais e tablets.   Continuação...

 
Um visitante olha para o Acervo Digital Nelson Mandela numa tela de computador durante seu lançamento na fundação Nelson Mandela em Johannesburgo, 27 de março de 2012. REUTERS/Siphiwe Sibeko