Bilionário americano doa US$ 35 mi para museu de dinossauros

sexta-feira, 4 de maio de 2012 10:23 BRT
 

Por Kevin Murphy

KANSAS CITY, EUA, 4 Mai (Reuters) - O industrial norte-americano David Koch, famoso por seu apoio a causas conservadoras, anunciou na quinta-feira uma doação de 35 milhões de dólares para a reforma da ala dos dinossauros do Museu Nacional de História Natural dos EUA.

Essa é a maior doação individual já recebida pelo museu e centro de pesquisas de Washington em seus 112 anos de história, segundo o Instituto Smithsonian.

"Tenho um caso de amor com os dinossauros desde menino", disse Koch, no dia em que completou 72 anos, falando por telefone à Reuters de Nova York, onde vive. "Percebi que a exposição no Smithsonian estava muito desatualizada. Parte remonta a cem anos atrás, e precisávamos desesperadamente de uma reforma", disse Koch, que participa do conselho de direção do museu.

A atual exposição sobre dinossauros e paleontologia está praticamente igual há 30 anos, e a doação de Koch vai custear a maior parte da reforma planejada, num valor de 45 milhões de dólares, segundo Randall Kremer, porta-voz do museu.

"Isso não aconteceria se não fosse pelo presente do sr. Koch", disse Kremer. "Esse é simplesmente um grande dia para o museu e o país."

A nova ala irá exibir parte do acervo de 46 milhões de peças do museu, além de novas explicações sobre a evolução dos dinossauros e outras criaturas. O Conselho de Regentes do Smithsonian aceitou dar o nome de Koch à ala reformada, de 2.300 metros quadrados.

O museu já abriga desde 2010 a Ala David H. Koch das Origens Humanas

O industrial já fez doações também ao Lincoln Center, ao Museu Metropolitan e ao Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Em 2006, ele deu 20 milhões de dólares para ajudar a ala de dinossauros do Museu Americano de História Natural, em Nova York.

David e seu irmão Charles estão também entre os principais contribuintes de candidatos e causas ligados ao Partido Republicano.

Na quinta-feira, ele disse que deu "de longe" mais dinheiro a grupos filantrópicos, beneficentes e outras ONGs do que a iniciativas políticas. "Tenho um forte código moral, e tenho a oportunidade de doar", afirmou.