Petróleo, chapéus de caubói e conspirações? "Dallas" voltou

segunda-feira, 11 de junho de 2012 12:15 BRT
 

Por Jill Serjeant

LOS ANGELES (Reuters) - A família mais implacável e conspiradora dos Estados Unidos está de volta, maior e mais malvada do que nunca.

Mais de 20 anos após o conivente barão do petróleo J.R. Ewing apontar uma arma na sua cabeça no final da série em 1991, "Dallas" retorna à televisão na quarta-feira em uma nova versão para o canal a cabo TNT, com uma geração mais jovem se juntando aos icônicos atores Larry Hagman (J.R.) , Linda Gray (Sue Ellen) e Patrick Duffy (Bobby).

O rancho da família Southfork, a música-tema e o título dividindo a tela em três continuam iguais.

Mas "Dallas" entrou no século 21 em muitos aspectos -existe até mesmo um Ewing comprometido com a energia alternativa- e a saga da complicada família introduz os filhos crescidos dos patriarcas J.R. Ewing e Bobby, suas namoradas, e um triângulo amoroso quente com traição, ciúme e manipulação.

A nova série foi criada por Cynthia Cidre com um olhar no programa que foi sucesso nos anos 1980 e outro no futuro. Com a "Dallas" original ainda sendo transmitida em algumas partes do mundo, a nova série já foi vendida para 32 países fora dos Estados Unidos.

"Cynthia compreende que é uma fórmula bastante simples, mas trata-se da execução", disse Duffy à Reuters. "Ela entende as vozes dos personagens. Ela não tenta reinventar a roda, e ela faz com que esses enredos funcionem da mesma forma que funcionaram 30 anos atrás."

Com seus personagens sedentos por sexo e petróleo, figurinos chamativos, e grandes chapéus de caubói, a série de TV de 1978 a 1991 tornou-se um fenômeno mundial e sinônimo de glamour e excessos nos EUA.

Mas o mercado de TV atual, acelerado e lotado, significa que os enredos tortuosos de "Dallas" serão mais cheios de ação do que o original, quando 90 milhões de espectadores nos Estados Unidos e quase 360 milhões em todo o mundo ficaram colados às telas de seus televisores para ver o famoso episódio "Quem matou J.R.?".   Continuação...