12 de Junho de 2012 / às 15:03 / em 5 anos

ENTREVISTA-Barão de "Dallas" odeia botas de caubói

Por Jill Serjeant

LOS ANGELES, 12 Jun (Reuters) - O conivente barão do petróleo do Texas J.R. Ewing, interpretado por Larry Hagman, ajudou a transformar o seriado "Dallas" em um sucesso mundial mais de 30 anos atrás, e deu à televisão um de seus vilões mais sedutores e infames.

Hagman, agora com 80 anos, está colocando suas botas, seu sorriso malvado e seu chapéu de caubói para uma nova versão da série de TV, que será transmitida nos Estados Unidos a partir de 13 de junho no canal a cabo TNT.

O veterano da TV sentou-se com a Reuters recentemente para falar sobre o retorno ao rancho Southfork, sua paixão fora da tela por energia alternativa e seu ódio por botas de caubói.

Pergunta: Qual foi sua primeira reação quando essa nova versão de "Dallas" foi apresentada a você?

Resposta: "Eu disse, 'quem está no show?' e eles disseram Linda Gray, Patrick Duffy. Eu disse 'negócio fechado' antes mesmo de ver o roteiro. Nós somos amigos. Somos tipo os três mosqueteiros. Nós gostamos de trabalhar um com o outro."

P: Foi difícil voltar para o personagem J.R. depois de todos esses anos?

R: "Foi como voltar para casa. Não é nenhuma dificuldade entrar no personagem. Eu não sei mais quanto é o personagem e quanto sou eu."

P: Quanto você pode nos contar sobre o enredo do novo show? J.R. ficou um pouco mais brando?

R: "Eu acho que você vai achar que ele é tão grosseiro agora quanto era na época."

P: Você me disse ano passado, quando estava vendendo itens de recordação, que odiava botas de caubói, porque elas eram muito desconfortáveis. Então, como você está lidando com a necessidade de usá-las novamente?

R: "Use dois tamanhos maiores e não ande muito longe. E quando você se senta e eles estão filmando seu rosto, tire-as."

P: Assim que as filmagens começaram, você anunciou que tinha câncer. Como você está agora?

R: "Eu estou OK. Eles me deram algumas semanas de folga no meio, já que eu não apareço muito em cada episódio. Daí eu filmei bastante no final. Isso não afetou a minha presença no programa."

P: Você acha que o novo "Dallas" vai ter o mesmo tipo de apelo de 30 anos atrás?

R: "Espero que sim, caso contrário, estamos perdendo nosso tempo. Se conseguirmos metade das pessoas que assistiam ao original, provavelmente seríamos o número um nos dias de hoje. Com a audiência que restou de algumas gerações, e as crianças novas que são atores muito bons, e bons roteiros, eu acho que teremos sucesso."

P: É verdade que você tem sido um usuário de energia alternativa muito antes de você começar a interpretar um rico barão do petróleo em "Dallas"?

R: "Eu costumava ter todos os meus carros movidos a gás propano, isso há aproximadamente 40 anos. Daí eu investiguei a energia eólica e energia solar e energia térmica, e coisas assim. Eu moro no topo de uma montanha em Ojai, Califórnia -- cerca de 1.000 metros de altura. O sol lá começa no nascer do sol e dura o dia todo, então eu tenho um lugar ideal para colocar painéis solares. Eu tenho a maior residência privada solar na América! Eu fabrico eletricidade, então a companhia elétrica tem que me pagar cerca de 10.000 dólares por ano pelo que eu não uso."

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