ESTREIA-Trama sobre traição "Apenas uma Noite" aproveita bom elenco

quinta-feira, 14 de junho de 2012 11:17 BRT
 

SÃO PAULO, 14 Jun (Reuters) - Roteirista do drama "Camisa de Força" (2005), do diretor inglês John Maybury, a iraniana Massy Tadjedin estreia na direção com uma história própria no drama romântico sobre traição "Apenas Uma Noite".

A sorte da principiante começa com o forte quarteto de atores que conseguiu atrair a esta coprodução entre EUA e França: os ingleses Keira Knightley ("Um Método Perigoso") e Sam Worthington ("Avatar"), a norte-americana Eva Mendes ("Os Donos da Noite") e o francês Guillaume Canet. Em torno dos quatro, Massy arma uma trama sobre a tentação da traição.

Moradores de Nova York, a escritora Joanna (Keira Knightley) e o executivo Michael Reed (Sam Worthington) são casados há tempos. Parecem seguros em sua relação, até que Joanna conhece Laura (Eva Mendes), uma sensual colega de trabalho do marido, e imagina que há alguma coisa acontecendo entre os dois. Como Michael e Laura farão uma viagem de trabalho no dia seguinte, a noite de sua véspera é de conflito.

De manhã, a própria Joanna acha que está exagerando e firma uma trégua com Michael. Depois que ele parte, ela vai tomar café na rua e esbarra com um antigo e complicado amor do passado recente, o francês Alex (Guillaume Canet).

O jantar marcado para essa noite, que leva Joanna a arrumar-se como nunca, desperta outras expectativas. Alex, por sua vez, não atravessou de volta o Atlântico à toa. Está disposto a confrontar Joanna sobre o que deu errado para eles.

O filme evolui sobre essas duas tentações em paralelo: a de Michael por Laura e a de Joanna por Alex, procurando criar expectativa sobre se vai ou não haver traição em qualquer dos casos.

Alguns problemas atrapalham essa dinâmica. Em primeiro lugar, a diretora parece preocupada demais em manter esse paralelismo, embora o clima das duas aventuras seja distinto. Funciona melhor o núcleo Keira Knightley/Guillaume Canet, cujos personagens são mais humanos, mais genuinamente balançados por emoções divididas, especialmente ela.

Independentemente da parceira com quem contracene, Sam Worthington não rende bem. Ele não tem química nem com Keira, nem com Eva Mendes, parecendo pouco à vontade fora dos papeis de herói bombadão de filmes de ação que o caracterizam.

Mesmo no papel mais ingrato dos quatro protagonistas, Eva Mendes tem pelo menos uma boa cena, em que consegue defender a dignidade de sua personagem e fugir do estereótipo de latina sensual que a toda hora tentam colar-lhe.   Continuação...