Novos compradores podem impulsionar mercado de arte de Londres

segunda-feira, 18 de junho de 2012 13:21 BRT
 

Por Mike Collett-White

LONDRES, 18 Jun (Reuters) - O mercado de arte londrino está atraindo a maior parte dos negócios de uma classe emergente de colecionadores super-ricos da Rússia, Oriente Médio e China, e eles poderão ser um grande fator em uma temporada de verão de vendas avaliadas em até 1 bilhão de dólares.

A Christie's, a Sotheby's e rivais menores como a Phillips de Pury, realizarão uma série de três semanas de leilões apresentando obras de artistas tão diversos quanto Rembrandt, Renoir e Gerhard Richter.

A turbulência na zona do euro e a desaceleração do crescimento econômico chinês estão deixando os investidores nervosos, mas o mercado de arte de luxo tem desafiado a gravidade em nível recorde.

Nova York tem sido considerada a capital mundial do mundo de leilões -os recordes mais recentes foram registrados lá, incluindo os 120 milhões de dólares pagos pela obra "O Grito" de Edvard Munch, vendida na Sotheby's em maio.

Londres, um local mais natural para magnatas russos que têm casas na cidade e para os compradores do Oriente Médio que estão a apenas um voo curto de distância, pode estar diminuindo essa vantagem norte-americana.

A Sotheby's calculou que, enquanto o número de lotes vendidos a compradores de "novos" mercados aumentou em ambas as cidades até agora este ano, o aumento foi muito maior em Londres (33 por cento) do que Nova York (6 por cento).

"Particularmente os russos se sentem muito confortáveis em dar lances nos leilões de Londres porque muitos deles têm segundas residências e são muito ativos aqui", disse Helena Newman, presidente do departamento de arte impressionista e moderna da Sotheby's na Europa.

"Eu acho que por causa da nossa situação geográfica, somos a porta de entrada para o Oriente... da Ásia Central, Oriente Médio e do Leste", afirmou ela à Reuters na sede da empresa em Londres, onde muitas estrelas das próximas vendas estavam em exposição.   Continuação...