Preços estratosféricos no mercado de arte mascaram realidade

sexta-feira, 6 de julho de 2012 14:08 BRT
 

Por Mike Collett-White

LONDRES, 6 Jul (Reuters) - Uma publicação de arte comparou as vendas recordes de verão, que acabaram de se encerrar em Londres, a andar sobre a água, embora as casas de leilões digam que não há nenhum milagre por trás dos preços estratosféricos que desafiam o ambiente econômico amplamente pessimista.

Três semanas de vendas nas galerias Christie's e Sotheby's, e em rivais de menor porte, terminaram na quinta-feira. Mas enquanto os raros tesouros datando do século 14 até os dias de hoje eram rapidamente levados, uma grande quantidade de lotes bem menos desejados ficaram encalhados.

A Christie's, maior casa de leilões do mundo, vendeu arte no valor total de 385 milhões de libras (600 milhões de dólares) e registrou recordes para obras de John Constable, Yves Klein e Jean-Michel Basquiat.

A Sotheby's, sua rival mais próxima, arrecadou 346 milhões de dólares, valor que sobe para 411 milhões de dólares se for incluída a coleção de Gunter Sachs, vendida em Londres em maio. E também estabeleceu um recorde, para o artista espanhol Joan Miró, cuja obra "Pintura (Estrela Azul)", de 1927, foi vendida por 36,9 milhões de dólares.

No entanto, nesse mesmo leilão, os preços ficaram abaixo das expectativas, evidenciando o que alguns peritos consideram ser uma "desconexão" entre o melhor de tudo e tudo o mais à venda.

"Quando se lê as manchetes, parece que tudo vai bem no mercado de arte. Não é assim", disse Georgina Adam, colaboradora do Art Newspaper, em um artigo no Financial Times.

MILIONÁRIOS ESBANJAM

O apetite pelos tesouros mais preciosos está lá para todos verem. Em maio, a única cópia de “O Grito, de Edvard Munch, que ainda estava em mãos de particulares foi levada à venda pela Sotheby's de Nova York.   Continuação...