Exposição em Londres mostra obstáculos de esportistas árabes

terça-feira, 24 de julho de 2012 18:45 BRT
 

Por Alice Baghdjian

LONDRES, 24 Jul (Reuters) - Em um quarto escuro, uma imagem da esperança olímpica Noor al-Malki correndo com um lenço negro na cabeça é projetada em uma grande tela.

Mas a alegre corredora de 17 anos do Catar, escalada para ser uma das primeiras mulheres a representar seu país em uma Olimpíada, admite que nem sempre foi tão confiante diante de uma câmera.

"No começo ficava tímida na TV sem meu véu", disse ela no vídeo. "Mas meus irmãos me encorajaram, me disseram que é assim que faz uma atleta, que eu deveria ser forte".

Hoje, fotos de Malki fazendo alongamento em seu uniforme e imagens de outras esportistas árabes saltam das paredes da Sotheby's de Londres em uma exibição da premiada fotógrafa Brigitte Lacombe e de sua irmã, a cineasta Marian.

Do nado à esgrima e ao atletismo, "Hey'Ya", ou "Vamos lá", encomendada pela Autoridade de Museus do Catar, mostra esportistas árabes e seus esforços olímpicos não para vencer os Jogos, mas simplesmente para poder praticar esportes.

"Elas contam histórias pessoais, de como conseguiram convencer seus pais, de como a família as ajudou, ou como tiveram que lutar para entrar no esporte", relatou Marian Lacombe.

A postura em relação à participação feminina nos esportes varia muito no mundo árabe. Enquanto as mulheres da Argélia, Tunísia e Marrocos competem há tempos, outros países são mais repressivos.

Na ultraconservadora Arábia Saudita, os clérigos muçulmanos se manifestaram repetidamente contra as mulheres esportistas, embora o reinado esteja permitindo que compitam na Olimpíada pela primeira vez este ano.   Continuação...