Defesa de banda russa acha que membros pegarão longa pena de prisão

sexta-feira, 3 de agosto de 2012 18:46 BRT
 

Por Maria Tsvetkova

MOSCOU, 3 Ago (Reuters) - Integrantes de uma banda punk formada só por mulheres, que estão sendo julgadas por um protesto feito na principal catedral de Moscou, provavelmente pegarão uma longa pena de prisão, apesar de o presidente russo, Vladimir Putin, ter dito em Londres que elas não deveriam ser sentenciadas com severidade, disse o advogado de defesa.

O tribunal de Moscou encarregado do caso se recusou nesta sexta-feira a ouvir a maioria das testemunhas convocadas pela defesa para depor a favor da banda Pussy Riot, o que reduziu as esperanças dos grupos de defesa dos direitos humanos de que elas possam escapar de longas penas.

A banda é formada por Maria Alyokhina, de 24 anos, Nadezhda Tolokonnikova, de 22, e Yekaterina Samutsevich, de 29.

"Putin nos enganou ainda mais uma vez", disse o advogado da defesa, Nikolai Polozov, no Twitter. "A corte continua pressionando as réus e a nós."

As integrantes da banda podem pegar até 7 anos de prisão se forem condenadas por vandalismo, num caso que atraiu críticas internacionais e que a oposição diz ser parte da repressão do governo russo a dissidentes.

A polícia prendeu pelo menos três pessoas diante da corte, no quinto dia do julgamento, depois que subiram numa sacada diante do tribunal e gritaram "Liberdade para a Pussy Riot".

A performance da Pussy Riot na catedral foi parte de um amplo movimento de protesto no inverno contra o retorno de Putin à Presidência. Foi a maior onda de manifestações que ele enfrentou em 12 anos de poder, como presidente e primeiro-ministro.

(Reportagem adicional de Gabriela Baczynska)

 
Nadezhda Tolokonnikova (esquerda), Yekaterina Samutsevich (centro) e Maria Alyokhina, da banda punk "Pussy Riot", participam de audiência em um tribunal em Moscou, na Rússia, nesta sexta-feira. 03/08/2012 REUTERS/Maxim Shemetov