Duas integrantes da Pussy Riot fogem da Rússia, diz grupo

domingo, 26 de agosto de 2012 18:02 BRT
 

MOSCOU, 26 Ago (Reuters) - Duas integrantes da banda punk Pussy Riot fugiram da Rússia após terem sido condenadas por protestar contra o presidente Vladimir Putin no altar de uma igreja, disse a banda neste domingo.

Um tribunal de Moscou condenou em 17 de agosto três membros da banda de mulheres a dois anos de prisão por fazerem uma "oração punk" na Catedral de Cristo Salvador, de Moscou, e por pedir à Virgem Maria que libertasse a Rússia de Putin.

A sentença rendeu severas críticas internacionais contra o governo russo, e grupos de oposição no país disseram que isso é parte da repressão aos dissidentes por parte do Kremlin.

A polícia tinha dito no começo da semana passada que estava procurando as outras integrantes da banda.

"Em relação à perseguição, duas de nossa banda conseguiram fugir da Rússia! Elas estão recrutando feministas estrangeiras para preparar novas ações!" disse uma conta no Twitter chamada Pussy Riot Group.

A defesa das integrantes da Pussy Riot --Nadezhda Tolokonnikova, Maria Alyokhina e Yekaterina Samutsevich-- deve apelar contra a sentença na próxima semana.

O marido de Tolokonnikova, Pyotr Verzilov, disse à Reuters no domingo que os dois membros da banda que fugiram da Rússia participaram do protesto na Catedral, junto com a mulher dele.

"Já que a polícia de Moscou disse que está procurando por elas, elas vão ficar em silêncio, por enquanto. Elas estão em um lugar seguro, longe do alcance da polícia russa", disse por telefone.

Questionado se isso significava um país sem tratado de extradição com a Rússia, Verzilov respondeu: "Sim, parece que sim".

"Mas você deve lembrar que 12 ou 14 membros que ainda estão na Rússia participam ativamente do trabalho da banda agora. É um grande coletivo", acrescentou.

Sob a lei russa, as três integrantes da Pussy Riot que foram a julgamento poderiam ser condenadas a até sete anos de prisão por vandalismo motivado por ódio religioso, mas os promotores pediram três anos e elas foram condenadas a dois anos de prisão.