Diretor de "Os Vingadores" troca super-heróis por Shakespeare

terça-feira, 11 de setembro de 2012 13:57 BRT
 

Por Jeffrey Hodgson

TORONTO, 10 Set (Reuters) - O filme de sucesso baseado nos super-heróis dos quadrinhos "Os Vingadores" parece ter pouco em comum com William Shakespeare.

O autor e diretor Joss Whedon, no entanto, também conhecido por criar a série de TV "Buffy, a Caça Vampiros", considera o dramaturgo britânico uma grande influência, visível em grande parte da sua obra, desde brincadeiras de seus super-heróis à estrutura de suas histórias.

Tal é a sua admiração, que, na esteira de concluir "Os Vingadores" --o maior sucesso dos cinemas em 2012-- Whedon adaptou "Muito Barulho por Nada", um filme em preto e branco de baixo orçamento feito por amor e devoção ao "Bardo", que estreou no Festival de Cinema Internacional de Toronto.

"Eu me vejo imitando seus ritmos e, ocasionalmente, roubando suas frases, mesmo sem perceber a maior parte do tempo", disse Whedon à Reuters em uma entrevista na segunda-feira.

"Shakespeare não tem medo de ir de um grande drama à simples comédia num piscar de olhos, e de ir e voltar entre eles em uma cena, que é outra coisa que eu tirei dele em meu próprio trabalho."

Filmado ao longo de 12 dias na própria casa de Whedon em Santa Monica, Califórnia, durante uma pausa do seu trabalho em "Os Vingadores", "Muito Barulho por Nada" traz artistas de antigas séries de TV de Whedon, incluindo "Buffy", "Angel" e "Firefly".

O filme se originou de leituras de Shakespeare que Whedon e sua esposa Kai Cole faziam em sua casa enquanto seus programas de TV ainda estavam em produção.

Mas foi Cole, também produtora do filme, que incentivou Whedon a usar seus momentos de folga de "Os Vingadores" para fazer um projeto menor filmado em preto e branco em câmeras digitais.   Continuação...

 
Diretor Joss Whedon posa na estreia mundial do filme “Os Vingadores”, em Hollywood, Califórnia. Depois de concluir "Os Vingadores", Whedon adaptou "Muito Barulho por Nada", um filme em preto e branco de baixo orçamento feito por amor e devoção ao "Bardo", que estreou no Festival de Cinema Internacional de Toronto. 11/04/2012 REUTERS/Danny Moloshok