12 de Setembro de 2012 / às 15:52 / em 5 anos

"Argo" e "Silver Linings" se destacam no Festival de Toronto

Por Christine Kearney

TORONTO, 11 set (Reuters) - O suspense sobre política “Argo”, de Ben Affleck, e o drama cômico “Silver Linings Playbook”, de David O. Russell, estão ganhando elogios no Festival Internacional de Cinema de Toronto, que já exibiu metade dos filmes previstos, e com as fracas vendas iniciais começando a ganhar impulso.

Toronto, juntamente com os festivais recentes em Veneza e Telluride, tradicionalmente lança a temporada de premiações importantes da indústria do cinema. Alguns dos filmes mais falados apresentados no festival conquistaram críticos e o público, enquanto outros têm dividido os cinéfilos, sugerindo possíveis decepções nas bilheterias e nos prêmios.

“Um monte de títulos chegm com uma campanha e, em seguida, apenas alguns deles realmente entregam o que prometem”, disse o copresidente da distribuidora de filmes independentes de Nova York Oscilloscope, David Laub.

Laub citou “Argo” e “Silver Linings Playbook” como os filmes que provocaram rumores antecipados de prêmios até o momento entre as principais estreias. “Agora eles começam sua jornada para o Oscar -- e, então, alguns ficam mais esquecidos”, disse ele.

Aqueles que até agora não atenderam às grandes expectativas incluem várias das adaptações literárias ansiosamente aguardadas -- “Anna Karenina” e “Midnight’s Children” --, enquanto “Cloud Atlas”, codirigido por Tom Tykwer e a equipe de irmãos da “Trilogia Matrix”, dividiu os críticos com suas histórias múltiplas e complexas.

ESPERANÇAS DE OSCAR

“Argo”, estrelado e dirigido por Ben Affleck, é considerado uma das apostas mais seguras para indicações a prêmios, incluindo uma das 10 vagas para melhor filme do Oscar e uma possível indicação de direção para o terceiro esforço de Affleck afastando-se das histórias anteriores de Boston, “Atração Perigosa” e “Medo da Verdade”.

Affleck, 40 anos, cujo filme conta a verdadeira história de como a CIA ajudou a contrabandear seis diplomatas norte-americanos do Irã durante a crise dos reféns de 1979, usando uma falsa produção de Hollywood, recusou-se a especular sobre o potencial de prêmios e se um filme que zomba e celebra Hollywood pode ter mais apelo do que o habitual para os eleitores do Oscar.

Sobre a produção do filme, disse ele, seus maiores problemas foram as transições suaves das cenas tensas do Irã para os momentos mais cômicos.

“Quantas vezes você faz um filme sobre este assunto, sobretudo em um mundo onde alguns dos filmes de guerra que haviam sido feitos tinham sido um pouco deprimentes para o público ao longo dos últimos 10 anos?”, questionou Affleck.

“The Master”, de Paul Thomas Anderson, continuou a impressionar críticos e audiências em Toronto, especialmente por seus atores principais, Philip Seymour Hoffman e Joaquin Phoenix, que foi visto pela última vez pelo público em 2010 no documentário “I‘m Still Here”, o qual narrou a sua suposta “aposentadoria” para prosseguir na carreira de hip-hop.

Bill Murray também ganhou atenção por sua interpretação de Franklin D. Roosevelt em “Hyde Park on Hudson”, enquanto Jennifer Lawrence despertou comentários sobre uma indicação de melhor atriz por “Silver Linings Playbook”, no qual interpreta uma viúva sexualmente avançada combatendo a depressão.

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