Premiê russo defende libertação de integrantes da banda Pussy Riot

quarta-feira, 12 de setembro de 2012 19:58 BRT
 

Por Gleb Bryanski

MOSCOU, 12 Set (Reuters) - O primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, disse na quarta-feira que acredita que as integrantes da banda punk Pussy Riot deveriam ser libertadas. Três integrantes do grupo foram condenadas a dois anos de prisão no mês passado por terem feito um protesto político em uma catedral de Moscou.

Medvedev, que foi presidente durante quatro anos até maio, pareceu estar tentando se distanciar das condenações, que foram criticadas pelo Ocidente e por grupos de direitos humanos e liberais russos.

Quando presidente, Medvedev se dizia um reformista liberal. Embora tenha passado o cargo de volta a Vladimir Putin, ele deixou claro que quer permanecer na política e talvez até voltar à Presidência um dia.

As três integrantes -Nadezhda Tolokonnikova, Maria Alyokhina e Yekaterina Samutsevich- foram condenadas por vandalismo motivado por ódio religioso no dia 17 de agosto, depois de tocarem uma canção criticando Putin no altar da principal catedral de Moscou em fevereiro.

Elas estão na cadeia desde março e a apelação deve começar a ser ouvida no dia 1o de outubro.

"O prolongamento do encarceramento delas nas condições de prisão me parece improdutivo", disse Medvedev em comentários exibidos pela televisão. "Uma pena suspensa, levando em consideração o tempo em que já ficaram (na prisão), seria inteiramente suficiente", acrescentou ele.

Medvedev, entretanto, criticou as mulheres, afirmando que ele tinha "nojo do que elas fizeram, da aparência delas, da histeria que se seguiu ao que ocorreu".

Ele afirmou que a prisão é uma punição "muito, muito severa" como sentença.

Medvedev enfatizou que ele estava expressando apenas seu ponto de vista pessoal e não estava tentando influenciar o caso.

 
Primeiro-ministro da Rússia, Dmitry Medvedev, participa de reunião em Penza, na Rússia. Medvedev, disse na quarta-feira que acredita que as integrantes da banda punk Pussy Riot deveriam ser libertadas. 12/09/2012 REUTERS/Dmitry Astakhov/RIA Novosti/Kremlin