"Homeland" triunfa em Emmy com boa dose de realidade

segunda-feira, 24 de setembro de 2012 09:51 BRT
 

Por Jill Serjeant

LOS ANGELES, 24 Set (Reuters) - "Homeland" desbancou "Mad Men" e ganhou, na noite de domingo, o prêmio de melhor série dramática do Primetime Emmy, que nesta edição favoreceu a política e as tensões do século 21 em detrimento de programas de época.

"Modern Family", série da ABC sobre as caóticas vidas de três casais aparentados e seus filhos, ganhou o prêmio de melhor série cômica pelo terceiro ano, e também os prêmios de direção e de coadjuvantes (para Eric Stonestreet e Julie Bowen).

"Estou rezando para que todo mundo não enjoe de nós", brincou o produtor executivo Steve Levitan.

"Homeland", thriller psicológico sobre um herói da guerra do Iraque que volta aos EUA após ser arregimentado pela Al Qaeda, ganhou o prêmio de melhor série dramática após apenas uma temporada sendo exibido no canal a cabo Showtime.

A série levou também os troféus de melhor roteiro e de melhores atores (os protagonistas Claire Danes e Damian Lewis), além de dois prêmios técnicos.

"Homeland", apontado como um dos programas favoritos do presidente Barack Obama, acabou com o reinado de "Mad Men", sobre publicitários da década de 1960, que ficou de mãos vazias. Foi o maior fracasso na história do Emmy, já que a série tinha 17 indicações.

"Homeland" derrotou também "Downton Abbey", sobre aristocratas e seus criados numa casa de campo inglesa, e "Game of Thrones", fantasia medieval da HBO. Esse foi o primeiro ano em que todos os indicados a melhor série dramática estavam na TV paga.

Danes, que interpreta uma agente bipolar da CIA num jogo de gato-e-rato contra Lewis, disse acreditar que "Homeland" tenha tido sucesso de público e crítica por não ser moralista nem ostensivamente política. Segundo ela, o fato de ser visto por Obama "fala sobre a relevância do programa, e lhe dá uma enorme validação".   Continuação...

 
Alex Gansa (C) aceita prêmio de melhor série dramática para “Homeland” no 64o Primetime Emmy Awards, em Los Angeles. 23/09/2012 REUTERS/Lucy Nicholson