2 de Outubro de 2012 / às 17:43 / 5 anos atrás

Kenny Rogers fala sobre infância e carreira em livro de memórias

Por Jill Jacobs

NOVA YORK, 2 Out (Reuters) - O astro da música country Kenny Rogers oferece um olhar revelador sobre sua vida e as cinco décadas de carreira musical em “Luck or Something Like It”, seu livro de memórias que será lançado nesta terça-feira.

Desde suas origens humildes na época da Depressão no Texas, o cantor premiado com o Grammy pinta um retrato de seu caminho para o sucesso e como se tornou um dos músicos de maior sucesso no mundo, com mais de 120 milhões de álbuns vendidos.

Rogers, de 74 anos, cujos sucessos incluem “Lady”, “The Gambler”, “We’ve Got Tonight” e “Lucille”, falou à Reuters sobre sua infância, o alcoolismo de seu pai e por que ele compara a música com uma amante.

P: De que forma você acha que sua criação difícil ajudou a definir quem você é?

R: “Eu acho que isso me fez ser mais determinado. Uma das coisas que falo no livro é a linha tênue entre ser motivado e ser egoísta. Eu acho que houve vezes em minha vida que eu estava tão motivado, que fiquei muito egoísta, e eu não me orgulho disso. Acho que isso é algo que eu percebi quando estava escrevendo este livro.”

P: Você também conta da batalha do seu pai com o alcoolismo e o efeito disso sobre você.

R: “Eu acho que uma das verdadeiras tragédias da minha vida é que eu nunca pude saber por que meu pai bebia. Ele era alcoólatra, mas naquela época, no pós-Segunda Guerra Mundial, um monte de pessoas estava desempregada e acabava bebendo. Ele não conseguia sustentar sua família e eu acho que isso só o derrubou.”

“Nunca bebi na minha vida. Vi a bebida destruí-lo e vi destruir outras pessoas com quem trabalho, então tomei uma decisão consciente sobre isso.”

P: O que você acha que seu pai, Floyd Rogers, teria pensado sobre o seu livro?

R: “Eu acho que ele iria apreciar a honestidade, a sinceridade e o fato de que eu não me levo a sério. Mas eu não acho que haja nada no livro que o faria se sentir ofendido porque é a verdade como eu a vi.”

P: Você disse uma vez que a música é “como uma amante, e é uma amante difícil para uma mulher competir”. Você pode explicar melhor?

R: “Quando eu me tornei motivado e egoísta, eu estava tão decidido a seguir a minha vida, que isso me custou. Pode parecer uma afirmação absurda, mas toda mulher que eu casei, eu realmente amei quando me casei com ela. E não as culpo pelo fim do casamento. Eu culpo a mim e ao campo da música que escolhi. Por isso que eu digo que a música é uma amante, porque você não vê a hora de ir até ela, e normalmente a amante ganha numa situação como essa.”

Q: Quem é a Lucille de sua famosa canção?

A: “Minha mãe, cujo nome é Lucille, ficou muito chateada porque pensou que (a música) era sobre ela. Então eu disse a ela que não é sobre ela, porque ela teve oito filhos. Mas ela ficou tão brava porque pensou que eu estava contando a todos sobre ela. Roger Bowling escreveu a canção, e se ele conhecia ou não Lucille, é difícil dizer. É uma ótima história, de todo modo.”

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