5 de Outubro de 2012 / às 12:37 / 5 anos atrás

Documentário e música de Adele celebram 50 anos de Bond no cinema

Funcionário caminha diante de conjunto de painéis de cinema originais do filme “Thunderball”, durante visita prévia da imprensa ao leilão em comemoração pelos 50 anos de James Bond, na Christie’s de Londres. James Bond completa meio século de carreira cinematográfica, data celebrada com um documentário e com o lançamento de uma nova canção-tema, cantada por Adele. 28/09/2012 REUTERS/Stefan Wermuth

Por Mike Collett-White

LONDRES, 5 Out (Reuters) - James Bond completa nesta sexta-feira meio século de carreira cinematográfica, data celebrada com um documentário e com o lançamento de uma nova canção-tema, cantada por Adele.

A pré-estreia de “O Satânico Dr. No” aconteceu em Londres em 5 de outubro de 1962, com o escocês Sean Connery interpretando o elegante agente secreto 007.

Dois anos depois, quando “007 Contra Goldfinger” chegou às telas, Bond já era um fenômeno cultural de massas quase tão importante quanto os Beatles.

Para milhões de pessoas dentro e fora do Reino Unido, Bond se tornou a encarnação da coragem e da elegância, causando inveja por suas roupas, seus carros e suas mulheres. O bordão “agitado, não mexido” se popularizou.

Mas nem todos amam Bond. Seus filmes muitas vezes foram acusados de serem machistas, por causa do interminável desfile de beldades seminuas passando pela cama de Bond. Vários episódios foram detonados pela crítica.

O duradouro apelo do personagem, no entanto, ficou claro meses atrás, quando Daniel Craig, encarnando Bond, contracenou com a rainha Elizabeth 2a num divertido vídeo apresentado durante a cerimônia de abertura da Olimpíada de Londres.

Nas últimas cinco décadas, a produtora EON, de Albert “Cubby” Broccoli e Harry Saltzman, fez 22 filmes do agente secreto, que faturaram um total de 5 bilhões de dólares nas bilheterias mundiais, aproximadamente.

O 23o filme da série, “007- Operação Skyfall”, terá pré-estreia mundial neste mês em Londres, e a canção-tema, interpretada por Adele, começou a ser tocada nesta sexta, dividindo os críticos.

Também na sexta-feira está sendo lançado “Everything or Nothing”, documentário de Stevan Riley que mostra a trajetória de Bond passando por falências de estúdios, confrontos de personalidades e o fim da Guerra Fria, fato histórico que poderia colocar a série em apuros.

Mas Bond conseguiu se adaptar à nova ordem mundial, ganhou uma chefe mulher, a espiã M (Judi Dench), e se tornou um personagem mais sério e durão, interpretado desde 2006 por Daniel Craig.

Ele é o sexto ator a viver o 007 na série. Questionado sobre a longevidade do personagem, o coprodutor Michael G. Wilson, enteado de Broccoli, disse que isso se deve à riqueza do material-base -- os romances escritos por Ian Fleming.

“Quando os transformamos em filmes, diferentes atores poderiam assumir diferentes aspectos do personagem. E há também, realmente, nossa grande base de fãs... que continua voltando. É realmente o público que faz isso, mais do que qualquer outra coisa.”

Também como parte do “Dia Global James Bond”, a casa de leilões londrina Christie’s prepara a venda de objetos como o Aston Martin usado por Bond no filme “Quantum of Solace”.

E, naturalmente, há iniciativas de marketing, como o lançamento de uma caixa comemorativa em blu-ray, e de um perfume masculino chamado “007”.

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