Leiloeiros de arte chineses se voltam para mercado de Hong Kong

domingo, 7 de outubro de 2012 17:43 BRT
 

HONG KONG, 7 Out (Reuters) - Uma importante casa de leilão chinesa faz uma venda de estreia em Hong Kong neste domingo, atraída pelos compradores estrangeiros da cidade, os baixos impostos e leis estáveis em um negócio que pode deixar as empresas globais mais competitivas.

A venda pela Guardian de arte chinesa e móveis clássicos na ex-colônia britânica acontece após sua ascensão como a terceira maior casa de leilões do mundo na onda do boom no mercado de arte chinês, com vendas de 1,77 bilhão de dólares no ano passado.

"Queremos atrair mais compradores e o mercado internacional", disse Wang Yannan, presidente da China Guardian e filha bem-relacionada do ex-líder do Partido Comunista Zhao Ziyang.

A venda de estreia, embora relativamente pequena, é vista como uma investida simbólica da principal empresa de leilão da China no campo das gigantes Christie's e Sotheby's, que há muito tempo dominam o eixo de mercado de leilões internacionais, como Hong Kong, Nova York e Londres.

A principal rival da China Guardian, a Poly International, também planeja uma venda inaugural em Hong Kong no fim de novembro, enquanto a A&F e Beijing Rongbao querem entrar em Hong Kong em um ou dois anos, segundo fontes do mercado de arte.

A onda de compradores e investidores milionários da China ajudou a fazer de Hong Kong o quarto maior reduto de leilões de arte do mundo, com perto de 7 por cento das receita de leilões de arte globais em 2011, segundo a francesa Artprice.com.