Feira de arte contemporânea em Londres olha para mestres do passado

terça-feira, 9 de outubro de 2012 13:36 BRT
 

Por Mike Collett-White

LONDRES, 9 Out (Reuters) - O mais surpreendente sobre a edição deste ano da semana Frieze de arte, que coloca Londres na vanguarda do mundo da arte contemporânea todo mês de outubro, é que há bastante arte antiga em exibição.

A Feira de Arte Frieze ocorre como de costume em uma tenda gigante no Regent's Park, com 175 galerias cheias de compradores potenciais e milhares de amantes da arte contemporânea, dedicados a se atualizar com as últimas tendências em um mundo em rápida transformação.

E há também os eventos secundários ao redor da capital, projetados para atrair os compradores mais ricos do mundo -- leilões, feiras rivais, festas, inaugurações de galerias, exposições e vernissages discretas, longe da algazarra.

Mas ao contrário das edições anteriores, a feira que vai de 11 a 14 de outubro deste ano conta com um evento separado chamado Mestres Frieze, com 96 galerias que apresentam trabalhos feitos ao longo dos últimos 4 mil anos.

As razões para a mudança são comerciais e culturais.

Organizadores e galerias expositoras estão esperando mais negócios cruzados entre colecionadores de arte contemporânea e aqueles mais interessados em trabalhos mais antigos.

Eles também querem explorar a relação da arte com o passado, o que representa uma aceitação de que o que veio antes deve ser apreciado, bem como desafiado por jovens artistas iconoclastas.

"Acho que o que o torna interessante é o que vai sair de conversas com artistas contemporâneos", disse Victoria Siddall, diretora da nova feira. "Torna-se evidente que muitos deles estão olhando para as obras que foram feitas há muito tempo."   Continuação...