Presas do Pussy Riot perdem recurso contra transferência

segunda-feira, 15 de outubro de 2012 19:38 BRT
 

MOSCOU, 15 Out (Reuters) - Duas integrantes da banda punk feminina Pussy Riot perderam nesta segunda-feira um recurso no qual solicitavam à Justiça russa para permanecerem em um centro de triagem carcerária de Moscou, em vez de cumprirem pena numa remota colônia penal, onde as condições são muito mais rigorosas, segundo o advogado delas.

Nadezhda Tolokonnikova, de 22 anos, e Maria Alyokhina, de 24, cumprem pena de dois anos de prisão pelo crime de vandalismo motivado por ódio religioso, relativo a um protesto contra o presidente Vladimir Putin realizado pela banda Pussy Riot em uma catedral de Moscou.

As duas rés têm filhos pequenos, e seus advogados dizem que a transferência para uma colônia penal fora de Moscou irá complicar o contato com seus familiares.

"Há muitas preocupações aqui, sua segurança, sua saúde. Um alojamento para 150 pessoas não é a mesma coisa que uma cela para quatro pessoas", disse o advogado Mark Feigin à Reuters.

A colônia penal mais próxima de Moscou fica a cerca de 100 quilômetros.

Pela lei russa, só condenados a penas inferiores a seis meses podem permanecer nos centros de triagem carcerária. A lei abre uma exceção para presos com habilidades necessárias nesses centros.

Os advogados de Tolokonnikova e Alyokhina argumentaram que elas poderiam trabalhar como cozinheiras no local onde estão presas atualmente.

(Reportagem de Gleb Bryanski)

 
Segurança guarda sala onde pessoas assistem à exibição ao vivo do julgamento das integrantes da banda punk feminina Pussy Riot, em Moscou. Duas integrantes da banda perderam nesta segunda-feira um recurso no qual solicitavam à Justiça russa para permanecerem em um centro de triagem carcerária de Moscou, em vez de cumprirem pena numa remota colônia penal, onde as condições são muito mais rigorosas, segundo o advogado delas. 10/10/2012 REUTERS/Maxim Shemetov