Kate Moss faz revelações sobre o drama das modelos

quarta-feira, 31 de outubro de 2012 10:16 BRST
 

NOVA YORK, 31 Out (Reuters) - Se você odeia tirar fotos, está em boa companhia -- a supermodelo britânica Kate Moss também detesta.

"Sou terrível num flagrante. Terrível. Pisco o tempo todo", disse ela à edição de dezembro da revista Vanity Fair, publicada nesta quarta-feira. "A não ser que eu esteja trabalhando e naquela zona (em situação de estúdio), não sou muito boa com fotos", acrescentou a modelo, símbolo do visual "largado" que caracterizou a década de 1990.

Moss, de 38 anos, falou abertamente sobre os anos que passou diante das câmeras, incluindo sessões que a deixaram estressada, desmoralizada e faminta.

Ela lamenta, por exemplo, um trabalho de 1992 para a grife Calvin Klein, que ajudou sua carreira a deslanchar. "Tive uma crise nervosa", contou ela, que tinha então 17 ou 18 anos.

Na ocasião, ela posou com o rapper Marky Mark (hoje Mark Wahlberg) para as lentes de Herb Ritts. "Eu não tinha nada a ver com aquilo. Em me senti realmente ruim por me sentar no colo daquele cara fortão. Não gostei. Passei duas semanas sem conseguir sair da cama. Achei que eu fosse morrer."

"Era só ansiedade", acrescentou. "Ninguém liga para você mentalmente. Há uma enorme pressão para fazer o que é preciso... Mas era trabalho, e eu precisava fazer."

Outro arrependimento, ainda anterior, foi ter posado nua aos 16 anos para a revista The Face. "Foi realmente esquisito. Mas eles disseram: ‘Se você não topar, não vamos mais chamar você'. Aí me tranquei no banheiro e chorei, e aí saí e fiz."

Moss, que se tornou associada ao estilo "heroin chic", disse que jamais usou heroína --"Não tinha nada a ver comigo"--, e assegurou que sua magreza excessiva se devia ao excesso de trabalho, sem tempo para se alimentar direito.

(Reportagem de Chris Michaud)

 
Modelo britânica Kate Moss posa durante lançamento da nova coleção da Mando, em Londres. Se você odeia tirar fotos, está em boa companhia -- a supermodelo britânica Kate Moss também detesta. 24/01/2012 REUTERS/Stefan Wermuth