Dusty Springfield, ícone dos anos 60, é tema de novo musical

terça-feira, 13 de novembro de 2012 19:21 BRST
 

NOVA YORK, 13 Nov (Reuters) - Dusy Springifeld foi uma grande sensação do soul na década de 1960, mas sua vida pessoal mais parecia uma ópera.

Agora a biografia da cantora britânica - com seus sucessos e suas dores - será encenada num palco de Nova York.

"Forever Dusty" estreia no domingo no New World Stages, um espaço "off-Broadway", após sete anos de gestação. Kirsten Holly Smith, que interpreta Springfield e foi uma das roteiristas do espetáculo, disse que queria homenagear uma personalidade que se opunha ao apartheid já na década de 1960, e que se assumiu lésbica quando esse termo raramente era dito em voz alta.

"Não haveria Madonna nem Lady Gaga sem Dusty Springfield", disse Smith à Reuters. "Ela era realmente uma força da natureza", acrescentou a atriz, descrevendo a biografada como "uma colegial esquisita, magricela e católica, usando óculos fundo de garrafa, que mudou seu nome e se transformou para virar a rainha dos modernos".

"Havia também algo na voz dela, e eu estava determinada a encontrar o que era esse sofrimento, essa alma."

Mas ela não esperava que o projeto fosse levar sete anos para sair - período em que Smith, que é norte-americana, disse ter se tornando "uma grande fã, meio que obcecada com ela".

A narrativa - incluindo as dificuldades de Springfield com drogas e seus relacionamentos com as mulheres - é guiada por canções mais ou menos conhecidas da artista. "Lidamos com muitos dos aspectos mais sombrios. Não é só um show."

Springfield morreu em 1999, aos 59 anos, vítima de câncer de mama.

(Reportagem de Chris Michaud)