Guillermo del Toro fala sobre "A Origem dos Guardiões"
Por Zorianna Kit
LOS ANGELES, 21 Nov (Reuters) - O cineasta mexicano Guillermo del Toro é conhecido por lançar uma visão sombria sobre os super-heróis e a fantasia infantil, mas no filme "A Origem dos Guardiões" o produtor reúne heróis de diversos feriados para uma aventura festiva.
"A Origem dos Guardiões", que estará nos cinemas dos Estados Unidos a partir de sexta-feira, é baseado na série de livros "Os Guardiões da Infância", do premiado escritor William Joyce.
No filme, personagens tradicionais como Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, a Fada do Dente, Homem-Areia (Sandman) e Jack Frost unem suas forças para salvar as crianças da Terra do malévolo Bicho Papão e seu bando de Pesadelos.
No filme, que conta com a participação de Chris Pine, Alec Baldwin, Jude Law, Isla Fisher e Hugh Jackman, Del Toro, de 48 anos, assume o papel de produtor executivo depois de dirigir "O Labirinto do Fauno" e os filmes da franquia "Hellboy".
Ele falou à Reuters sobre como é colocar uma marca própria nos queridos heróis infantis e por que os filmes para crianças são tão importantes para ele.
P: Em "A Origem dos Guardiões", o Papai Noel tem tatuagens, o Coelhinho da Páscoa é australiano e a Fada do Dente é metade humana, metade pássaro. Não são como a maioria de nós imaginou enquanto crescíamos, são?
R: Não queríamos que os personagens tivessem os afetos que lhes são dados em determinadas culturas. Não queríamos seguir com o Coelhinho da Páscoa seguro, que agora é uma ferramenta de marketing...Queríamos que eles representassem o mundo e fizessem sentido geograficamente. A encarnação original do Papai Noel é de um caçador e um homem selvagem. Ela vem de noções dos países nórdicos e da Europa Oriental, então pensamos que seria ótimo fazê-lo eslavo.
P: O filme é sobre como lidar com o medo, que é sempre uma lição difícil para os pais ensinarem aos seus filhos. Por que fazer disso o tema central? Continuação...

