21 de Novembro de 2012 / às 19:03 / em 5 anos

Guillermo del Toro fala sobre "A Origem dos Guardiões"

O produtor Guillermo del Toro posa durante uma sessão de fotos para o filme "A Origem dos Guardiões" no Festival de Cinema de Roma, na Itália. 13/11/2012 REUTERS/Alessandro Bianchi

Por Zorianna Kit

LOS ANGELES, 21 Nov (Reuters) - O cineasta mexicano Guillermo del Toro é conhecido por lançar uma visão sombria sobre os super-heróis e a fantasia infantil, mas no filme “A Origem dos Guardiões” o produtor reúne heróis de diversos feriados para uma aventura festiva.

“A Origem dos Guardiões”, que estará nos cinemas dos Estados Unidos a partir de sexta-feira, é baseado na série de livros “Os Guardiões da Infância”, do premiado escritor William Joyce.

No filme, personagens tradicionais como Papai Noel, Coelhinho da Páscoa, a Fada do Dente, Homem-Areia (Sandman) e Jack Frost unem suas forças para salvar as crianças da Terra do malévolo Bicho Papão e seu bando de Pesadelos.

No filme, que conta com a participação de Chris Pine, Alec Baldwin, Jude Law, Isla Fisher e Hugh Jackman, Del Toro, de 48 anos, assume o papel de produtor executivo depois de dirigir “O Labirinto do Fauno” e os filmes da franquia “Hellboy”.

Ele falou à Reuters sobre como é colocar uma marca própria nos queridos heróis infantis e por que os filmes para crianças são tão importantes para ele.

P: Em “A Origem dos Guardiões”, o Papai Noel tem tatuagens, o Coelhinho da Páscoa é australiano e a Fada do Dente é metade humana, metade pássaro. Não são como a maioria de nós imaginou enquanto crescíamos, são?

R: Não queríamos que os personagens tivessem os afetos que lhes são dados em determinadas culturas. Não queríamos seguir com o Coelhinho da Páscoa seguro, que agora é uma ferramenta de marketing...Queríamos que eles representassem o mundo e fizessem sentido geograficamente. A encarnação original do Papai Noel é de um caçador e um homem selvagem. Ela vem de noções dos países nórdicos e da Europa Oriental, então pensamos que seria ótimo fazê-lo eslavo.

P: O filme é sobre como lidar com o medo, que é sempre uma lição difícil para os pais ensinarem aos seus filhos. Por que fazer disso o tema central?

R: Para tratar do medo, os pais acabam sempre tateando em torno do assunto. Blindar nossas crianças não é o caminho, mas você também não quer que eles saiam despreparados sem uma percepção saudável de si. Achei que o filme era uma ótima analogia para muitas coisas. É uma grande metáfora para as crianças interpretarem o mundo.

P: O que te atrai para o gênero infantil?

R: Alguns dos meus escritores favoritos na literatura são caras que são ótimos retratistas da infância, mas não necessariamente infantis: Mark Twain, Charles Dickens, Roald Dahl. E meus filmes como “Hellboy” e “Hellboy2” são sobre desajustados se reunindo. Esse filme, portanto, está tematicamente muito dentro do que eu gosto de fazer.

Acho que, para o bem ou para o mal, passamos o resto de nossas vidas lidando com nossos primeiros 13 anos de vida, tentando remediar ou nos erguer pelos instrumentos que nos foram dados quando éramos crianças.

Esses primeiros anos são quando nós, como adultos, esculpimos o caráter de nossas crianças...Na verdade, a vida põe crianças em nossas vidas para aprendermos com elas. Não há alma mais corajosa no mundo do que uma criança.

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