Escultura de Botero lidera leilão de arte da América Latina em NY

quarta-feira, 21 de novembro de 2012 19:20 BRST
 

Por Walker Simon

NOVA YORK, 21 Nov (Reuters) - A escultura "Cavalo", bronze do artista colombiano Fernando Botero, foi a peça mais cara no leilão de arte latino-americana realizado na terça-feira pela casa Christie's, que também registrou um recorde para o artista cubano Tomás Sánchez.

Entre artistas brasileiros, a obra mais valorizada foi "Jogos de Carretéis I" (1957), de Iberê Camargo, vendida por 422,5 mil dólares - recorde para o artista, com cerca do triplo da estimativa prévia ao leilão, que era de 120 a 180 mil dólares.

A obra de Botero, feita em 1999 e coberta por pátina marrom, foi arrematada por 938,5 mil dólares. A tela "Buscador de Paisajes" (2005), de Sánchez, saiu por 626,5 mil dólares, segundo a Christie's.

Virgilio Garza, chefe de arte latino-americana da empresa, disse que o leilão de terça-feira reflete o "mercado enérgico e seletivo" da arte latino-americana.

Havia 79 obras em oferta, das quais 61 foram vendidas, por um total de 13,6 milhões de dólares.

"Freira Comendo Uma Maçã", tela pintada por Botero em 1981, e descrita pela Christie's como uma peculiar representação do pecado original, foi vendida por 602,5 mil dólares.

A robusta religiosa aparece na tela segurando uma Bíblia na mão esquerda, e o fruto proibido na direita. "A maçã pode representar a tentação", explicou Garza. "Parece quase que ela está sendo flagrada, com seus olhos fitando para fora do quadro."

A obra de Sánchez mostra um homem minúsculo contemplando uma enorme floresta. Entre as copas das árvores, veem-se um riacho e uma nesga de céu azul. Ao fundo, uma faixa rosa irrompe entre a folhagem.   Continuação...

 
Visitante observa pintura de Fernando Botero no Museu de Belas Artes em Bilbao, na Espanha. A escultura "Cavalo", bronze do artista colombiano Fernando Botero, foi a peça mais cara no leilão de arte latino-americana realizado na terça-feira pela casa Christie's, que também registrou um recorde para o artista cubano Tomás Sánchez. 28/10/2012 REUTERS/Vincent West