Banda russa Pussy Riot despreza chance de ganhar dinheiro com fama

quinta-feira, 22 de novembro de 2012 13:14 BRST
 

Por Nastassia Astrasheuskaya

MOSCOU, 22 Nov (Reuters) - Duas integrantes da banda russa de punk feminista Pussy Riot estão na prisão por protestar em uma igreja contra Vladimir Putin.

Enquanto isso, por 19,95 dólares mais o frete, os fãs da cantora norte-americana Madonna podem encomendar uma camiseta 100 por cento algodão da "Pussy Riot", com o logo da banda de uma mulher em um vestido curto vermelho e máscara de esqui, com o punho levantado e um guitarra elétrica.

Primeiro veio a batalha pela liberdade, agora vem a batalha pela propaganda. Três meses após o fim de um julgamento que as lançou para a fama mundial, as integrantes da banda dizem que estão lutando para impedir que qualquer um ganhe dinheiro em cima de sua marca, que vale vários milhões de dólares.

Especialistas dizem que o nome da banda vale uma fortuna. Se elas estivessem interessadas, as meninas poderiam ficar ricas com turnês, filmes, documentários e contratos de gravação.

Mas é um anátema para as mulheres que, vestidas com máscaras extravagantes, vestidos e meias-calças descombinantes, invadiram uma catedral ortodoxa russa em fevereiro e fizeram uma "oração punk", pedindo à Virgem Maria afastar Putin.

"Nós nunca iremos permitir que a marca seja registrada", disse Yekaterina Samutsevich, a única das três integrantes da banda a ficar livre até agora, que anunciou em seu comunicado que vai representar os interesses das duas que ainda estão na prisão.

"Nós sempre dissemos que nossa banda nunca seria comercial. Até um certo ponto, ela foi criada para combater o comercialismo."

Samutsevich, 30, foi condenada em agosto por vandalismo motivado por ódio religioso, juntamente com Nadezhda Tolokonnikova, 23, e Maria Alyokhina , 24.   Continuação...