30 de Novembro de 2012 / às 11:38 / 5 anos atrás

Strauss-Kahn define acordo com camareira de NY, diz jornal

Ex-chefe do FMI Dominique Strauss-Kahn chega a seção eleitoral para votar no 2o turno das eleições presidenciais francesas, em Sarcelles, França. Strauss-Kahn vai selar um acordo para encerrar o processo civil aberto em Nova York por uma camareira que o acusa de cometer agressão sexual. 06/05/2012 REUTERS/Gonzalo Fuentes

NOVA YORK, 30 Nov (Reuters) - O político francês Dominique Strauss-Kahn vai selar um acordo para encerrar o processo civil aberto em Nova York por uma camareira que o acusa de cometer agressão sexual, disse o jornal The New York Times na quinta-feira, citando fontes familiarizadas com o assunto.

Strauss-Kahn, então diretor-geral do Fundo Monetário Internacional, foi preso em maio de 2011 dentro de um avião, quando se preparava para decolar rumo a Paris, por causa das acusações de abuso feitas pela camareira Nafissatou Diallo.

O processo criminal foi posteriormente arquivado por causa de dúvidas da promotoria sobre a credibilidade da acusadora, mas um processo civil continua tramitando. Devido ao escândalo, o socialista Strauss-Kahn renunciou à direção do FMI e desistiu de ser candidato à Presidência francesa, numa eleição em que era favorito.

De acordo com a reportagem, Strauss-Kahn e Diallo vão comparecer na semana que vem perante um juiz de Nova York para formalizar o acordo, que segundo uma fonte ainda não foi assinado. Detalhes financeiros não foram divulgados.

Advogados dos envolvidos não responderam a pedidos para comentar a notícia.

A ação civil aberta em agosto de 2011, dias depois do arquivamento do processo criminal, diz que Strauss-Kahn atacou a camareira de forma “brutal”, e pleiteia uma indenização não especificada. Strauss-Kahn admite ter feito sexo com a empregada do hotel, mas garante que a relação foi consensual.

O político também abriu neste ano um processo contra a camareira, alegando que as acusações dela destruíram sua carreira e afetaram sua reputação.

Diallo diz que Strauss-Kahn a forçou a realizar sexo oral nele em 14 de maio de 2011, dentro de uma suíte de luxo do hotel Sofitel em Manhattan.

Os problemas jurídicos de Strauss-Kahn persistem desde seu retorno à França, onde as autoridades o investigaram por um possível envolvimento com uma rede de prostituição que promovia festas sexuais frequentadas por ele na França e em Washington.

Nos últimos meses, Strauss-Kahn ensaia um retorno político no circuito internacional de palestras.

Reportagem de Joseph Ax

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