Strauss-Kahn se aproxima de acordo em processo movido por camareira

sexta-feira, 30 de novembro de 2012 18:12 BRST
 

NOVA YORK/PARIS, 30 Nov (Reuters) - O ex-gerente-geral do Fundo Monetário Internacional Dominique Strauss-Kahn chegou a um acordo preliminar para encerrar o processo civil movido por uma camareira de hotel que o acusa de agressão sexual, segundo fontes familiarizadas com o caso.

Strauss-Kahn foi preso em maio de 2011 dentro de um avião que se preparava para decolar rumo a Paris por causa das acusações de abuso feitas pela camareira Nafissatou Diallo. O processo criminal foi posteriormente arquivado por causa de dúvidas da promotoria sobre a credibilidade da acusadora, mas um processo civil continua tramitando.

Devido ao escândalo, o socialista Strauss-Kahn renunciou à direção do Fundo Monetário Internacional e desistiu de ser candidato à presidência francesa, numa eleição em que era favorito.

Advogados da França e dos Estados Unidos admitiram nesta sexta-feira que o acordo está sendo discutido, mas disseram que ele ainda não foi finalizado. Eles também qualificaram de "totalmente falso" e "fantasioso" o relato de que ele teria aceitado pagar uma indenização de 6 milhões de dólares.

"As partes discutiram uma resolução, mas não há acordo. O senhor Strauss-Kahn vai continuar se defendendo das acusações se nenhuma resolução for alcançada", disseram em nota os advogados dele nos Estados Unidos, William Taylor e Amit Mehta.

O jornal francês Le Monde, citando pessoas próximas a Strauss-Kahn, disse que ele e Diallo vão se apresentar perante um juiz no dia 7 de dezembro para assinar um acordo de 6 milhões de dólares e encerrar o caso.

"As discussões acontecem há semanas, meses. O acordo deve ser confirmado no começo da semana que vem", disse à Reuters, em Paris, Michele Saban, amiga de Strauss-Kahn que esteve com ele recentemente. Ela não confirmou a soma envolvida.

Diallo diz que Strauss-Kahn a forçou a realizar sexo oral nele em 14 de maio de 2011, dentro de uma suíte de luxo do hotel Sofitel em Manhattan.

Strauss-Kahn admite ter feito sexo com a empregada do hotel, mas garante que a relação foi consensual. Em entrevista a uma TV do seu país depois de voltar à França, ele disse se arrepender do seu "erro moral".

(Reportagem de Noeleen Walder, em Nova York; e de Emmanuel Jarry, Johnny Cotton e Thierry Leveque, em Paris)