Produtores de 'Django Livre' param produção de bonecos de personagens

sábado, 19 de janeiro de 2013 13:20 BRST
 

LOS ANGELES, 19 Jan (Reuters) - Os produtores de "Django Livre", de Quentin Tarantino, ordenaram na sexta-feira a interrupção da fabricação de bonecos baseados no filme de escravidão indicado a Oscar, após críticas de que eles eram ofensivos aos afro-americanos.

Os bonecos de 20 cm, que têm como público pessoas acima de 17 anos, incluíam o escravo liberto Django armado, sua mulher e o cruel dono de plantação Candie.

"Django Livre" foi criticado por alguns afro-americanos pela sua interpretação da escravidão e da violência. Apesar da polêmica, o filme foi indicado a cinco Oscars, incluindo o de melhor filme.

A Rede Nacional de Ação, do líder de direitos humanos Al Sharpton, está entre os grupos que criticaram os bonecos.

"Vender esse boneco é altamente ofensivo a nossos ancestrais e à comunidade afro-americana", afirmou K.W. Tulloss, presidente da filial de Los Angeles do órgão, ao jornal New York Daily News.

"Esse filme é para adultos, mas os bonecos parecem ser para crianças", afirmou Tulloss ao jornal. "Não queremos que outros indivíduos os utilizem para entretenimento, para zombar da escravidão."

A Weinstein Co, que produziu "Django Livre", afirmou em comunicado na sexta-feira que, devido à reação aos bonecos, ordenou que a produção fosse interrompida.

"Temos tremendo respeito pela audiência e nunca foi nossa intenção ofender qualquer pessoa", informou a empresa.

Os bonecos foram vendidos pela Associação Nacional de Colecionáveis, que não foi encontrada para comentar.   Continuação...

 
Produtores do filme dirigido por Quentin Tarantino determinaram a suspensão da fabricação de bonecos sobre o filme. Os modelos foram criticados por serem ofensivos aos afro-americanos. 13/01/2013 REUTERS/Lucy Nicholson