Diretor do Bolshoi ficará apto ao trabalho após ataque, diz médico

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013 16:53 BRST
 

MOSCOU, 24 Jan (Reuters) - O diretor artístico do Ballet Bolshoi vai recuperar a visão o suficiente para voltar ao trabalho depois de um agressor mascarado jogar ácido em seu rosto, disse um médico nesta quinta-feira.

Sergei Filin, 42, uma das figuras mais faladas na Rússia como chefe do balé por quase dois anos, foi atacado do lado de fora de sua casa quando retornava do prestigioso teatro em 18 de janeiro.

O principal oftalmologista russo minimizou temores de que o diretor ficaria cego e nunca mais seria capaz de trabalhar, avaliando sua condição como moderadamente grave.

"Ele tem queimaduras de ácido em ambos os olhos: queimaduras mais graves no olho direito, mais leves no lado esquerdo", disse Vladimir Neroyev, que participou de algumas das quatro cirurgias de Filin nos olhos -- duas em cada olho -- desde o ataque.

Neroyev disse que era muito cedo para falar o tamanho dos danos, mas o ex-dançarino de balé manteria pelo menos parte da visão em cada olho.

"Acho que em qualquer caso, ele estará totalmente apto para o trabalho", disse Neroyev.

Mas Filin enfrenta pelo menos um ano de tratamento médico e reabilitação, com sua próxima cirurgia prevista para segunda-feira.

O Teatro Bolshoi tem visto muitas disputas de poder entre bailarinos e diretores, mas o ataque de ácido é considerado um dos mais graves de sua história de 200 anos.

Filin disse que vinha recebendo ameaças por mais de um mês antes do ataque. Dançarinos e administradores sugeriram inveja ou ressentimento como possível motivo dado que o trabalho de Filin dava-lhe o poder de construir ou destruir carreiras. Nenhuma prisão foi feita até agora.   Continuação...

 
Foto de arquivo de Sergei Filin, diretor artístico do Ballet Bolshoi, durante coletiva de imprensa a jornalistas no Teatro Bolshoi em Moscou. Filin vai recuperar a visão o suficiente para voltar ao trabalho depois de um agressor mascarado jogar ácido em seu rosto, disse um médico nesta quinta-feira. 21/03/2011 REUTERS/Alexander Natruskin