Mariel Hemingway espera que novo filme encerre maldição familiar

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013 19:45 BRST
 

Por Belinda Goldsmith

LONDRES, 7 Fev (Reuters) - A atriz Mariel Hemingway espera que ir a público em um documentário sobre a maldição que assolou sua família irá finalmente dissipar o mistério que cerca sua luta contra a dependência, e contribuir para a conscientização a respeito das doenças mentais.

Durante anos Mariel ignorou problemas com alcoolismo, dependência e doenças mentais que afetaram sua família, levando vários parentes ao suicídio.

Seu avô Ernest, ganhador do Nobel de Literatura, se matou em 1961, meses antes do nascimento dela. O pai dele também havia se matado com um tiro.

Uma das irmãs de Mariel, Margaux, morreu de overdose em 1996, aos 42 anos, e sua irmã mais nova, Joan, há uma década entra e sai de clínicas de reabilitação.

Mariel, de 51 anos, que chegou à fama no filme "Manhattan", de Woody Allen, também enfrenta seus próprios demônios - no caso, a depressão.

Mas ela espera que falar abertamente a respeito da suposta "maldição dos Hemingway" - tema do documentário chamado "Running From Crazy" ("fugindo da loucura") ajudará outras pessoas a confrontarem transtornos mentais em suas próprias famílias.

"Nunca senti que isso fosse uma maldição, mas definitivamente eu queria uma vida normal", disse a atriz à Reuters na quarta-feira, em Londres, onde assistiu à estreia da peça "Fiesta", baseada no romance "O Sol Também se Levanta", de Ernest Hemingway.

"Há escolhas de vida que você pode fazer que podem alterar o curso da sua vida. Fui capaz de fazer isso por meio da comida que como, do que eu bebo, do que eu faço cotidianamente. Consegui encontrar um equilíbrio."   Continuação...