Mangueira estoura tempo em desfile ousado com 2 baterias e paradonas

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013 04:25 BRST
 

RIO DE JANEIRO, 12 Fev (Reuters) - A ousadia de levar duas baterias e executar prolongadas paradonas custou caro à Estação Primeira de Mangueira, que estourou em seis minutos o tempo limite do desfile na Marquês de Sapucaí, na noite desta segunda-feira, e será penalizada com a perda de seis décimos na disputa do campeonato.

A agremiação verde e rosa, que prestou uma homenagem à cidade de Cuiabá com o enredo "Cuiabá: Um Paraíso no Centro da América", conseguiu levantar o público que lotou as arquibancadas do sambódromo com as inovações, mas teve a apresentação comprometida pelos problemas.

Durante as paradonas, sem o áudio do carro de som e sem o batuque dos ritmistas, uma alegoria que desfilava logo atrás com cantores na avenida era responsável por conduzir o canto dos componentes da escola e do público, que correspondeu com muitos aplausos e vibração.

As dificuldades para posicionar os quase 500 componentes das duas baterias, no entanto, e essa alegoria dos músicos nos dois recuos da avenida atrasaram a passagem da escola, que precisou acelerar o ritmo das últimas alas e carros alegóricos para tentar não estourar o tempo limite de 82 minutos.

Outro problema com as paradonas aconteceu na retomada das baterias, que voltavam a tocar em um momento diferente do samba em relação ao canto dos integrantes que estavam distantes.

Quando já estava com o tempo estourado, a escola ainda teve um problema com o último carro, "Sustentabilidade: A Bola da Vez e a Vitória Vida". Uma borboleta gigante erguida por uma grua colidiu na torre de fotógrafos e cinegrafistas do sambódromo e ficou presa por alguns minutos.

Funcionários da escola que tentaram destravar o carro e depois o empurraram para encerrar o desfile foram à exaustão após o fechamento da pista. Alguns se jogaram no chão assim que o portão foi fechado, e choraram.

"O carro da borboleta prendeu na torre e a gente escolheu atrasar o desfile para não prejudicar em outros quesitos como harmonia", disse o presidente da escola, Ivo Meirelles, a repórteres após o desfile.

O presidente afirmou que a decisão de levar duas baterias não comprometeu o andamento da Mangueira, apesar de a escola ter estourado o tempo mesmo antes do problema com o carro alegórico.   Continuação...

 
Rainha de bateria Gracyanne Barbosa durante desfile da Mangueira na Marquês de Sapucaí. 11/02/2013 REUTERS/Pilar Olivares