15 de Fevereiro de 2013 / às 19:08 / em 5 anos

Atrizes maduras dominam Festival de Cinema de Berlim

Por Mike Collett-White

BERLIM, 15 Fev (Reuters) - Se as mulheres mais velhas não conseguem encontrar trabalho em Hollywood, elas podem ir para Berlim, onde o festival de cinema deste ano foi marcado por performances de atrizes experientes que as colocaram, junto com os filmes em que participaram, na corrida pelos prêmios principais.

O evento de 11 dias, centrado em torno da competição principal de 19 filmes, mas mostrando centenas de outros filmes, termina com uma cerimônia de premiação na noite do sábado.

Jude Law, Anne Hathaway, Hugh Jackman e Matt Damon já estiveram presentes no tapete vermelho, e Nicolas Cage e Catherine Deneuve ainda vão aparecer.

Os dois favoritos para o Urso de Ouro de melhor filme, que pode ajudar a levar um filme d baixo orçamento para um público internacional, são centrados em torno de mulheres fortes em seus 50 e 60 anos que ofuscam os homens ao seu redor.

“Gloria”, sem dúvida o maior sucesso no 63º Festival de Berlim, traz Paulina García no papel de Gloria, uma divorciada de 58 anos que mora sozinha em Santiago, onde está determinada a aproveitar a vida ao máximo.

Ela sai para dançar em noites de solteiros, bebe, fuma, tem casos, mantém contato com seus filhos e trabalha em tempo integral.

O diretor Sebastian Lelio disse que sua inspiração para a personagem era sua mãe e sua geração, raramente abordadas no cinema, que tendem a ser obcecadas com a juventude.

“Nós todos enfrentamos reviravoltas em nossas vidas onde podemos nos fechar em nós mesmos ou ir para a pista de dança”, afirmou ele.

O elenco chileno concordou que as cenas de sexo entre Gloria e seu namorado Rodolfo de 60 e poucos anos podem ser chocantes para alguns, mas não deveriam ser.

“Eu não acho que as pessoas devem ficar chocadas”, disse Sergio Hernandez, que interpreta o namorado encantador, mas fraco para o espírito indomável de Glória.

Outro favorito para melhor filme e melhor atriz é “Child’s Pose”, sobre uma rica mãe romena de 60 anos, cujo amor obsessivo por seu filho a faz tentar comprar sua liberdade quando ele acidentalmente derruba e mata um menino.

Jay Weissberg, crítico da publicação especializada Variety, chamou o desempenho da veterana romena Luminita Gheorghiu como Cornelia de “excepcional”.

Houve também uma calorosa recepção da crítica para a estrela francesa Juliette Binoche em um filme sobre a trágica história da escultora Camille Claudel, que passou os últimos 29 anos de sua vida confinada injustamente por sua família a um hospital psiquiátrico.

O iraniano “Closed Curtain” recebeu críticas mistas, mas como foi codirigido por Jafar Panahi, desafiando uma proibição de 20 anos sobre a produção de cinema, dominou o palco central na maior parte do festival.

Os filmes norte-americanos criaram pouca emoção este ano, em parte porque muitos deles já estrearam no festival de cinema de Sundance.

A exceção foi “Prince Avalanche”, um encantador e discreto conto de dois desajustados, interpretados por Paul Rudd e Emile Hirsch, que seguem para a natureza, onde eles conversam, bebem, brigam e lutam, para no final saírem melhores de tudo isso.

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