"A Hora Mais Escura" vai de favorito a azarão do Oscar
Por Jill Serjeant
LOS ANGELES, 22 Fev (Reuters) - Há apenas três meses, "A Hora Mais Escura" parecia um forte candidato para o maior prêmio da indústria do cinema.
Mas quando o Oscar de Melhor Filme for entregue no domingo, o suspense sobre a caçada de uma década e a morte de Osama bin Laden em 2011 pelos EUA não deve ter seu nome gravado na estatueta de ouro cobiçada.
Depois de uma campanha feroz sobre a representação de tortura do filme, que começou em Washington e se estendeu a grupos de direitos humanos, "A Hora Mais Escura" passou de favorito a azarão no Oscar.
Apesar de ganhar honras iniciais de críticos influentes em Nova York, Washington, Boston e Chicago, os especialistas dizem que o fracasso de "A Hora Mais Escura" em ganhar fôlego em Hollywood pode ter tanto a ver com o seu estilo quanto com o acalorado debate que provocou.
"Normalmente, você precisa de algum tipo de elemento que agrada a multidão para ter a chance de ganhar o Oscar de melhor filme, e é isso que (o drama dos reféns no Irã) 'Argo' tem. Ele tem um grande aspecto emocional empolgante que 'A Hora Mais Escura' não tem", disse à Dave Karger, correspondente-chefe do Fandango.com, à Reuters.
"GROSSEIRAMENTE IMPRECISO"?
Os primeiros sinais de problemas de "A Hora Mais Escura" vieram em meados de dezembro, quando os senadores norte-americanos Dianne Feinstein, John McCain e Carl Levin enviaram uma carta ao estúdio de cinema Sony Pictures.
Eles chamaram o filme de "grosseiramente impreciso e enganoso" por sugerir que tortura ajudou os Estados Unidos a rastrear o líder da Al Qaeda até um complexo no Paquistão. Continuação...

