Miss Rússia acha muito dura a condenação da banda Pussy Riot

sábado, 9 de março de 2013 11:39 BRT
 

MOSCOU (Reuters) - A Miss Rússia 2013 disse neste sábado que a condenação da banda de rock Pussy Riot a dois anos de prisão por sua performance de protesto em uma catedral de Moscou foi uma punição muito dura.

Maria Alyokhina, 24 anos, Nadezhda Tolokonnikova, 23, e Yekaterina Samutsevich, 30, foram enviados para presídios em agosto após a realização de uma "oração" anti-Kremlin em fevereiro do ano passado na principal catedral ortodoxa russa de Moscou.

"Eu me formei em uma escola dominical e um lugar de culto para mim é algo sagrado", declarou Elmira Abdrazakova, eleita Miss Rússia 2013 no início deste mês, em entrevista à estação de rádio Russkaya Sluzhba Novostei. "Mas ainda assim, sua punição é muito dura."

Apesar de uma série de artistas, escritores e celebridades, e até mesmo políticos, defenderem a banda, a maioria dos partidários do presidente Vladimir Putin apoiou a condenação da Pussy Riot.

Quase 60 por cento dos eleitores de Putin consideraram a sentença justa e 53 por cento de todos os russos concordaram com a decisão, de acordo com a Fundação de Opinião Pública com sede em Moscou.

O patriarca Kirill, chefe da Igreja Ortodoxa russa, dominante no país e aliada do Kremlin, qualificou a performance de ato de ataque coordenado para impedir o renascimento da igreja na Rússia pós-soviética.

Em outubro, Putin qualificou a sentença como justa, embora na quinta-feira ele tenha recusado-se a comentar se as mulheres deveriam ser libertadas.

A eleição de Abdrazakova, de 18 anos, a Miss Rússia causou alguma controvérsia no país, já que sua mãe é de etnia russa, mas o pai é tártaro. Ela sugeriu que um trabalho para fazer as integrantes do grupo mudarem sua visão de mundo talvez tivesse sido uma melhor opção.

Samutsevich já foi libertada da prisão, mas o pedido de Alyokhina foi negado. Tolokonnikova apresentou um pedido nesta semana para ser solta, segundo a mídia russa.   Continuação...